Qual conteúdo é abordado em um concurso público em odontologia? / What is required in dentistry area in public test?
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv5n10-177Keywords:
Estratégia Saúde da Família, Odontologia, Questões de Exames.Abstract
O concurso público é uma das melhores formas de inserção do cirurgião-dentista na Estratégia Saúde da Família (ESF) e em outros serviços de saúde pública. O objetivo deste estudo foi verificar o perfil de provas de concursos públicos de Odontologia no estado da Paraíba, bem como analisar a coerência entre a proposta da ESF e o conteúdo da seleção de profissionais para este cargo. Os exames foram recuperados através de pesquisa em sites bastante acessados que disponibilizam provas de concursos no Brasil, PCI Concursos e Folha Dirigida, como também em sites de empresas de maior representatividade nas licitações de concurso na Paraíba. Os resultados apontaram que no período de 2007 a 2015, 94 dos 223 municípios da Paraíba (42,0%), disponibilizaram provas para o cargo de cirurgião dentista. Para análise dos dados foram criadas três categorias: QG, para os quesitos que englobam as questões gerais presentes nas provas (44%). QT, questões técnicas individuais que equivaleram a 73% dos quesitos relacionados aos conhecimentos específicos e QC, correpondendo a 27% dos quesitos relacionados ao caráter coletivo. Dentre as áreas que envolveram os quesitos técnicos individuais, a Dentística foi a de maior prevalência com 23,4%, seguida de Biossegurança (19,2%) e Cirurgia (11,9%). Conclui-se que os concursos para os cirurgiões dentistas que querem atuar na ESF na Paraíba, abordam em sua maioria conteúdos de especialidades clínicas e apresentam escassez de questões coletivas. O conteúdo das provas destes concursos é de extrema importância para selecionar o perfil do profissional para atuar na ESF.
References
Macêdo DF, et al. Análise do concurso público como instrumento de seleção de pessoal no setor público: percepção de um grupo de servidores de instituições federais de ensino superior. Revista Sociais e Humanas. 2016; 29(1):92-110.
De Casto FF, et al. O concurso público brasileiro e a ideologia concurseira. Revista Jurídica da Presidência 2015; 16 (110): 671-702.
Soehn RC, Boni AK. A fase de investigação social e vida pregressa do candidato a concurso público. Revista Unitas. 2017, 2(1):1-15.
Branco RA, Ribeiro PE. A meritocracia e os cargos comissionados no serviço público. Rev. Caribeña de Ciencias Sociales. 2016; 1(1):1-14.
Carmo RM; Matias AR. As dimensões existenciais da precariedade: jovens trabalhadores e os seus modos de vida. Revista Crítica de Ciências Sociais. 2019; 118(1):53-78, 2019.
Malta DC et al. A cobertura da Estratégia de Saúde da Família (ESF) no Brasil, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, 2013. Ciência & Saúde Coletiva. 2016; 21(2):327-338.
Oliveira JLC, Veríssimo TCA, Garden G. Perfil dos Concursos Públicos na Área de Fisioterapia Geral. Revista Brasileira de Saúde Funcional 2015; 2(1), 23
Souza DB. A Inserção da Saúde Bucal na Estratégia Saúde da Família/ESF. Revista UNINGÁ Review. 2017; 15(1):23-28.
Brasil. Portaria nº 1444 de 28 de dezembro de 2000, que estabelece incentivo financeiro para a reorganização da atenção à saúde bucal prestada nos municípios por meio do Programa de Saúde da Família. Diário Oficial da União; 2000.
Brasil. Portaria no 648 de 28 de março de 2006, que aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica para o Programa Saúde da Família (PSF) e o Programa Agentes Comunitários de Saúde (PACS). Diário Oficial da União; 2006.
Santini SML, Nunes EFPA, Carvalho BG, Souza FEA. Dos ‘Recursos Humanos’ à Gestão do Trabalho: uma análise da literatura sobre o trabalho no SUS. Trabalho, Educação e Saúde. 2017; 15(2):537-559.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Avaliação normativa do Programa Saúde da Família no Brasil: monitoramento da implantação e funcionamento das Equipes de Saúde da Família: 2001/2002. Departamento de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde; 2004.
De Casto FF.et al. O concurso público brasileiro e a ideologia concurseira. Revista Jurídica da Presidência. 2015; 16 (110): 671-702.
Barata AM. Questões relevantes sobre concurso público; 2014.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Senso 2010. Rio de Janeiro: IBGE; 2010.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.
Brasil. Portaria no 1.886 de 18 de dezembro de 1997. Aprova as Normas e Diretrizes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde e do Programa de Saúde da Família. Diário Oficial da União; 1997.
Cericato GO, Garbin D, Fernandes APS. A inserção do cirurgião-dentista no PSF: uma revisão crítica sobre as ações e os métodos de avaliação das Equipes de Saúde Bucal. Revista da Faculdade de Odontologia-UPF, 2007.
Pucca GA, Costa JF, Chagas LD, Sivestre RM. Oral health policies in Brazil. Brazilian oral research 2009; 23, 9-16.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ): Manual Instrutivo: Departamento de Atenção Básica, Ministério da Saúde; 2012.
Corrêa GT. Avaliação da oferta e uso de serviços odontológicos públicos e o impacto das equipes de saúde bucal da estratégia saúde da família no aumento da produção ambulatorial nos municípios brasileiros entre 1999 e 2011; 2013.
Andrade KLC, Ferreira, EF. Avaliação da inserção da odontologia no Programa Saúde da Família de Pompeu (MG): a satisfação do usuário. Ciência & Saúde Coletiva 2006; 11(1):123-30.
Chaves SCL, Soares FF, Rossi TRA, Cangussu MCT, Figueiredo ACL, Cruz DN, Cury PR. Características do acesso e utilização de serviços odontológicos em municípios de médio porte. Ciência & Saúde Coletiva, 2012. 17(11), 3115-3124.
Barros S, Chaves S. A utilização do Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA-SUS) como instrumento para caracterização das ações de saúde bucal; 2003.
Fernandes MM; Silva, RF. A odontologia à luz do direito. RBOL-Revista Brasileira de Odontologia Legal. 2016; 3(2): 135-137.

