Confecção e caracterização de filmes bioplásticos de pectina com adição de fibras do mesocarpo de Coco-da-baía (Cocos nucifera) seco /Development And Characterization Of Bioplastic Pectin Films With The Addition Of Dry Coco-Da-Baia Mesocarp Fibers (Cocos Nucifera)
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv5n10-166Keywords:
biocompósito, pectina, fibra de coco-da-baía, método de casting.Abstract
O objetivo deste trabalho foi desenvolver e caracterizar filmes compósitos de pectina com adição de fibras do mesocarpo de coco-da-baía seco. Dois delineamentos composto central rotacional foram utilizados para avaliar o efeito das variáveis independentes: concentração de pectina e concentração de fibras (in natura e tratadas quimicamente com NaOH 5% -m/m) sobre as características de umidade (?), espessura (?), solubilidade em água (S) e permeabilidade ao vapor de água (PVA). A seleção das melhores condições de processo foi baseada na obtenção de um produto com menor ?, ?, S e PVA. Foram utilizados glicerol como agente plastificante e cloreto de cálcio como agente reticulante. Para o planejamento utilizando as fibras in natura, resultou-se em filmes de umidade (10,93-32,11%) e PVA (7,75-56,21 g.mm/m2.dia.kPa) moderados dado as características conhecidas dos filmes de pectina, obtendo-se espessuras irregulares (0,22-0,52 mm) devido à dimensão das fibras utilizadas e solubilidade baixas em concentrações sinérgicas de fibras e matriz (85,04-9,06 %), dado ao efeito das fibras criar um arranjo estrutural que torna a matriz mais impermeável. O tratamento químico mostrou-se eficiente na remoção parcial da hemicelulose e lignina das fibras, com diminuição dos picos em ~1700 cm-1 relacionado a estas substâncias. As formulações com 9 g de pectina/2 g de fibras e 5 gramas de pectina/0,5 gramas de fibras foi recomendada como sendo as condições selecionadas. O efeito do tratamento das fibras não ficou evidente sobre as propriedades físico-químicas, mas ocasionou melhor adesão fibra-matriz como mostram os resultados mecânicos. Os filmes de formulação A (9 g de pectina/2 g de fibras) obtiveram os melhores resultados nas propriedades de tensão e alongamento na ruptura (2,35 MPa e 7,31%, respectivamente) para as fibras tratadas.
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