O impacto do confinamento domiciliar Covid 19 no comportamento alimentar: uma revisão integrativa / The impact of Covid 19 home confinement on eating behavior: an integrative review
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv7n8-009Keywords:
Comportamento Alimentar, COVID-19, Estado Nutricional.Abstract
As recomendações da OMS para a contenção do coronavírus trouxeram como resultados a inatividade física, alterações do comportamento psíquico e mudanças no comportamento alimentar com restrições e/ou excesso e ocasionou alterações no estado nutricional dos indivíduos. O objetivo dessa pesquisa foi verificar a presença de mudanças do comportamento alimentar durante a pandemia do COVID-19. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada por meio de uma abordagem qualitativa, na qual foram utilizadas as plataformas da Scientific Electronic Library Online (SciElo) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com os Descritores em Saúde (DeSC): Comportamento alimentar “Feeding Behavior”, COVID-19, “Coronavirus Infections” em combinações com o auxílio do operador boleano AND. Como critérios de inclusão foram estabelecidos artigos dos últimos cinco anos (2019 a 2020), nos idiomas inglês e português, disponíveis gratuitamente nas bases de dados nacionais e internacionais, e que atendessem a seguinte questão norteadora do estudo: “Quais mudanças ocorreram no comportamento alimentar durante a pandemia de COVID-19”?. Foram selecionados um total de n=9 artigos que cumpriram os critérios de inclusão. Ao ler os artigos, observou-se que o confinamento domiciliar decorrente da pandemia atual (COVID-19) influenciou na redução da prática de exercícios físicos, apesar do aumento da oferta de orientação e aulas disponíveis nas mídias sociais, os indivíduos não conseguem manter adequadamente seus padrões normais de realização. Ademais, foram notadas mudanças nos comportamentos alimentares, com o aumento da alimentação compulsiva, com ingestão maior de alimentos não saudáveis, de lanches entre as refeições, de consumo excessivo de álcool. Essas mudanças podem ser reflexos dos sentimentos alterados decorrentes do distanciamento social, como ansiedade, desânimo e tedio. Também foi evidenciado que a baixa escolaridade juntamente com o baixo nível socioeconômico, demonstra ser bastante impactante na escolha de alimentos processados e ultra processados em detrimento de alimentos in natura. Com esse estudo conclui-se que a pandemia do coronavírus levou a mudanças significativas no comportamento alimentar, provavelmente induzido pelo isolamento social e ingestão inadequada de alimentos processado e associados com a ausência ou diminuição da atividade física, o que pode levar a um aumento ou agravamento de doenças crônicas não transmissíveis. É visto que se faz necessário uma conscientização maior da população em uma reeducação alimentar e um retorno a atividades físicas saudáveis na melhoria da qualidade de vida.
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