Influência do balanço hídrico na mortalidade precoce dos pacientes com choque séptico – uma revisão de literatura

Authors

  • Shara Vaz Silva
  • Alexandre Soares Bifano
  • Fernando Senra Gazel
  • Helena de Lima Silva Gama Dutra
  • Matheus Torezani

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv7n4-146

Keywords:

choque séptico, balanço hídrico, fluido terapia

Abstract

O choque séptico é uma condição clínica grave que se destaca pela sua rápida progressão e elevada taxa de mortalidade, comum nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), é definido como resposta inflamatória sistêmica descontrolada decorrente de uma infecção, ameaçadora a vida e que frequentemente resulta em disfunções orgânicas múltiplas, aumentando a morbidade e mortalidade desses pacientes, sendo necessário uma intervenção médica imediata e precisa. Os principais elementos do manejo e tratamento do choque séptico são os fluidos intravenosos, antibióticos, controle do sitio de infecção, suporte ventilatório e uso de vasopressores. Nos últimos anos, um debate tem sido levantado em relação a administração de fluidos intravenosos para restaurar o volume sanguíneo e a pressão arterial. O balanço hídrico, isto é, a quantidade de fluidos administrados em relação as perdas, tem sido alvo de intensa pesquisa e controvérsia. O presente artigo objetiva realizar uma revisão de literatura abrangente sobre a influência do balanço hídrico na mortalidade precoce de pacientes com choque séptico, visando também analisar como a adequação do balanço hídrico se relaciona com a duração da internação na UTI, complicações clinicas e necessidade de suporte ventilatório. Para isso, foi realizado uma pesquisa por artigos acadêmicos publicados nas seguintes bases de dados: Biblioteca virtual em saúde, PubMed, Scielo, google acadêmico e PebMed. A pesquisa se deu através de termos como “balanço hídrico na sepse” “choque séptico” “fluido terapia no choque séptico” “sepsis hydrating review” “fluid management in sepsis” onde foram selecionados 34 artigos. Ao analisar tais estudos, foi notório que muito se fala sobre os prejuízos relacionados entre a sobrecarga de fluidos, podendo levar a piora da função respiratória, piora de coagulopatia, aumento da probabilidade de edema cerebral e aumento da pressão intra-abdominal. Durante um estudo, foi concluído que o balanço hídrico positivo acumulado entre 48, 72 e 96h está relacionado com maior taxa de mortalidade em pacientes internados com choque séptico na UTI. Entretanto, em uma revisão sistemática dos ensaios controlados realizados entre 1980 e 2016, não foi encontrado nenhuma diferença significativa entre a mortalidade dos pacientes que receberam uma abordagem de fluidos restritiva ou o tratamento padrão. Sendo assim, pode – se concluir que apesar dos resultados encontrados nessa revisão bibliográfica, a quantidade e qualidade das evidências em relação ao efeito direto do balanço hídrico na mortalidade dos pacientes com choque séptico, é baixa e não houve conclusões sólidas de benefícios ou danos. Portanto, faz-se necessário estudos randomizados e controlados para produzir uma forte fonte de evidência sobre as estratégia conservadora e liberais de fluidos e seus impactos.

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Published

07/24/2024

How to Cite

SILVA, S. V.; BIFANO, A. S.; GAZEL, F. S.; DUTRA, H. de L. S. G.; TOREZANI, M. Influência do balanço hídrico na mortalidade precoce dos pacientes com choque séptico – uma revisão de literatura. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 7, n. 4, p. e71458, 2024. DOI: 10.34119/bjhrv7n4-146. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/71458. Acesso em: 19 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers