Microbiota, perdas, composição química e pH de silagem de capim elefante cv. cameroon inoculadas com fungos autóctones do rúmen

Autores

  • Henrique Fonseca Lopes
  • Eloísa de Oliveira Simões Saliba
  • Eduardo Robson Duarte
  • Lúcio Carlos Gonçalves
  • Thiago Gomes dos Santos Braz
  • Aniele de Cássia Rodrigues Veloso
  • Valdo Soares Martins Júnior
  • Suze Adriane Fonseca

DOI:

https://doi.org/10.34188/bjaerv9n4-077

Palavras-chave:

Gramínea tropical, Enzimas fibrolítica, Aspergillus terréus, Trichoderma longibrachiatum, Pennisetum purpureum Schum

Resumo

Com este trabalho o objetivo foi determinar a influência de fungos celulolíticos autóctones do rúmen bovino sobre a microbiota, pH, composição química e perdas do capim-elefante cv. cameroon ensilados aos 60 e 120 dias de rebrota. Os tratamentos foram: testemunha sem aditivo em ambas as idades de corte, inoculação com Aspergillus terreus aos 60 (AT60) e 120 dias de rebrota (AT120) aplicado a 1,0×105 unidades formadoras de colônia (UFC) por grama de matéria natural (MN), Trichoderma longibrachiatum aos 60 (TL60) e 120 dias de rebrota (TL120) aplicado a 1,0×105 UFC/g de MN e estes fungos combinados a 1,0x105 UFC/g de MN da forragem aos 60 (MIX60) e 120 dias de rebrota (MIX120). Após 56 dias de ensilagem não houve diferença entre a microbiota das silagens de forragem colhidas aos 60 dias. A população de bactérias lácticas (BAL) foi maior (P<0,05) para MIX120 5,50 log UFC/g MN em comparação com C120 3,60 log UFC/g MN. Os parâmetros pH e perdas não foram influenciados pela inoculação. Enterobactérias apresentaram correlações positivas com contagem de leveduras 0,369 (P<0,038). Na segunda silagem LAB apresentou correlação positiva com pH 0,361 (P<0,050) e fungos também tiveram correlação positiva com pH 0,395 (P<0,031). O uso dos fungos na silagem de capim elefante cv. cameroon colhido após 60 dias de rebrota não alterou a silagem. Este inóculo quando realizado em forragem colhida aos 120 dias de crescimento proporciona maior desenvolvimento de bacilos Gram-positivos e BAL.

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Publicado

2026-10-16

Como Citar

Lopes, H. F., Saliba, E. de O. S., Duarte, E. R., Gonçalves, L. C., Braz, T. G. dos S., Veloso, A. de C. R., Júnior, V. S. M., & Fonseca, S. A. (2026). Microbiota, perdas, composição química e pH de silagem de capim elefante cv. cameroon inoculadas com fungos autóctones do rúmen. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, 9(4), e89855. https://doi.org/10.34188/bjaerv9n4-077

Edição

Seção

Artigos originais