Trabalho prescrito, trabalho real e estratégias de regulação na manutenção de frotas logísticas
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n4-074Palavras-chave:
Ergonomia da atividade, trabalho prescrito, trabalho real, estratégias de regulação, manutenção de frotasResumo
A atividade de manutenção de veículos pesados envolve diferentes exigências técnicas e operacionais, cuja execução pode apresentar diferenças em relação ao planejamento estabelecido pela organização. Este estudo teve como objetivo analisar, sob a perspectiva da Ergonomia da Atividade, a relação entre o trabalho prescrito e o trabalho real realizado por operadores de manutenção de uma empresa de médio porte localizada no município de Acará-PA. A pesquisa caracteriza-se como aplicada, qualitativa, exploratória e desenvolvida por meio de estudo de caso. A coleta de dados foi realizada mediante visitas técnicas, observação direta, entrevistas com a gestão e com operadores e utilização de roteiros de verificação. Foram observados e entrevistados seis operadores, correspondentes a 50% do contingente diretamente envolvido nas rotinas da oficina. Os resultados evidenciaram diferenças entre as condições previstas para execução das atividades e as condições encontradas durante a realização do trabalho. Embora o processo estivesse estruturado a partir de Ordens de Serviço, inspeções e rotinas de manutenção, foram identificadas ausência de Procedimentos Operacionais Padronizados, limitações relacionadas a ferramentas e equipamentos e demandas urgentes que alteravam o planejamento. Diante dessas condições, os operadores recorriam à experiência prática, reorganização das tarefas, adaptação aos recursos disponíveis, ajustes posturais, divisão do esforço, pausas não programadas e outros mecanismos de regulação. Também foram registradas queixas de dores nas costas, joelhos e braços e relatos de desconforto térmico. Os resultados demonstram a importância de considerar as condições concretas de execução do trabalho para compreender as estratégias desenvolvidas pelos operadores diante das variabilidades presentes na atividade de manutenção.
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