Influência da mastite bovina na qualidade do leite
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n4-050Palavras-chave:
mastite bovina, qualidade do leite, contagem de células somáticas, bovinocultura leiteira, saúde animalResumo
A mastite bovina é uma enfermidade inflamatória da glândula mamária de grande relevância para a bovinocultura leiteira, por comprometer a saúde e o bem-estar das vacas, reduzir a produção e modificar características físico-químicas e microbiológicas do leite. O presente trabalho teve como objetivo analisar, por meio de revisão integrativa da literatura, a influência da mastite bovina na qualidade do leite, abordando formas clínica e subclínica, principais agentes etiológicos, alterações na composição do leite, contagem de células somáticas (CCS), impactos econômicos, diagnóstico, tratamento, prevenção e controle. A literatura consultada demonstra que a forma subclínica pode permanecer sem sinais visíveis e produzir perdas contínuas, sendo a CCS um importante indicador de saúde mamária. Estudos também relacionam o aumento da CCS à redução de componentes como lactose e caseína e a alterações que podem prejudicar o processamento de derivados lácteos. No Brasil, revisões apontam predominância de Staphylococcus spp. entre os agentes isolados em estudos de mastite subclínica. A legislação brasileira estabelece parâmetros de qualidade para o leite cru refrigerado e determina boas práticas de produção, incluindo medidas relacionadas à higiene da ordenha, refrigeração e controle sanitário do rebanho. Conclui-se que a prevenção, o monitoramento sistemático da saúde da glândula mamária e o diagnóstico direcionado são fundamentais para reduzir perdas e favorecer a obtenção de leite seguro e de qualidade.
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