As contribuições da sociolinguística para os estudos sobre oralidade
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n4-041Palavras-chave:
sociolinguística, oralidade, preconceito linguístico, variação linguística, sala de aulaResumo
O objetivo deste trabalho é identificar contribuições da Sociolinguística para os estudos da oralidade, fazendo considerações a respeito desta subárea da Linguística, bem como sobre a oralidade, e refletindo acerca desta por meio de um olhar sociolinguístico. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica e o arcabouço teórico contemplou autores como: Bagno (2007), Bakhtin (2011; 2012), Bortoni-Ricardo (2004), Cezario & Votre (2011), Coelho (2010), Labov (2008), Mollica (2003), Schneuwly & Dolz (2004), Tarallo (1990), entre outros. A pesquisa empreendida permitiu concluir que a sociolinguística muito contribuiu (e o faz até hoje) para os estudos da oralidade no sentido de conscientizar o professor acerca das variações linguísticas existentes em sala de aula, alertando-o a fomentar uma cultura de aceitação e respeito junto aos seus alunos, fazendo com que, entre outros efeitos positivos, seja combatida uma forma de preconceito cuja problematização parece um tanto silenciada na nossa cultura: o preconceito linguístico. Entendemos que no Brasil há uma imensa variação linguística, tanto entre regiões como dentro de uma mesma comunidade de fala, e que tais variações não podem ser de forma alguma menosprezadas, desconsideradas ou, pior, que sirvam de objeto de bullying contra seus falantes. Defendemos, portanto, que o professor deve considerar e respeitar a diversidade linguística em sua sala e fomentar o combate ao preconceito linguístico e a qualquer outra forma discriminatória.
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