Leishmaniose tegumentar no Brasil: importância epidemiológica de cães e outros animais domésticos na interface animal–humano–ambiente
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n4-028Palavras-chave:
flebotomíneos, Leishmania braziliensis, reservatórios, Saúde Única, transmissão vetorialResumo
A leishmaniose tegumentar permanece como uma enfermidade de relevância para a saúde pública no Brasil, especialmente pela ampla distribuição territorial e pela complexidade de seu ciclo de transmissão, que envolve vetores, diferentes hospedeiros e fatores ambientais. Nesse contexto, os animais domésticos, em especial os cães, têm despertado interesse por sua ocorrência em áreas endêmicas e pela possível relação com a circulação de Leishmania (Viannia) braziliensis. Este estudo teve como objetivo analisar a importância epidemiológica dos cães e de outros animais domésticos na leishmaniose tegumentar no Brasil, considerando a interface animal–humano–ambiente. Para tanto, foi realizada uma revisão bibliográfica de abordagem qualitativa e descritiva, com análise de estudos relacionados à epidemiologia, hospedeiros, reservatórios, fatores ambientais e vigilância da doença. Os trabalhos avaliados demonstraram a presença de L. braziliensis em diferentes espécies domésticas, com destaque para os cães, inclusive em áreas com registros humanos. Entretanto, as evidências ainda não permitem definir de forma conclusiva o cão como principal reservatório do parasito. Conclui-se que a vigilância integrada de animais, seres humanos, vetores e ambiente é fundamental para ampliar a compreensão da transmissão e subsidiar estratégias de prevenção e controle sob a perspectiva da Saúde Única.
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