Esporotricose felina em municípios de pequeno e médio porte: desafios para o diagnóstico e controle epidemiológico
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-323Palavras-chave:
Saúde Única, subnotificação, vulnerabilidade social, zoonoseResumo
A esporotricose felina tem se consolidado como uma zoonose de crescente importância no Brasil, especialmente pela participação dos gatos na cadeia de transmissão e pela expansão da doença para diferentes regiões do país. Nesse contexto, torna-se necessário compreender os fatores que podem dificultar sua identificação e controle em municípios de pequeno e médio porte. Assim, objetiva-se analisar os principais desafios relacionados ao diagnóstico e ao controle epidemiológico da enfermidade, considerando aspectos territoriais, sociais e relacionados à organização dos serviços. Para tanto, procede-se a uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, baseada em estudos científicos selecionados nas bases PubMed, SciELO, ScienceDirect e Google Scholar. A partir da literatura analisada, observa-se que limitações no acesso ao diagnóstico, falhas de notificação, desigualdades territoriais, circulação de gatos em ambiente externo e dificuldades de adesão ao tratamento podem contribuir para a subestimação dos casos e para a manutenção da transmissão. Além disso, a integração entre vigilância, tratamento, manejo populacional e educação em saúde mostra-se relevante para respostas mais efetivas. Diante desses achados, conclui-se que o fortalecimento da articulação entre serviços veterinários, vigilância, laboratórios de referência e população é fundamental para ampliar a detecção precoce e aprimorar as medidas de prevenção e controle.
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