Esporotricose felina em municípios de pequeno e médio porte: desafios para o diagnóstico e controle epidemiológico

Autores

  • Yasmin Silva de Jesus
  • Ana Paula de Moura Nardi
  • Simone Tateishi
  • Renée Cristine Carvalho Barbosa
  • Brena Kelly do Nascimento Paiva
  • Bruna Letícia Morais e Arcoverde
  • Cauã de Farias Rosa
  • Marianna Cunningham de Albuquerque
  • Rozeana Batista Lima Sales Silva
  • Anna Carolina Caldas Martins
  • Fabiana Portugal Aguilera
  • Leticia Campos da Silva Woitas
  • Mykaela Kessya da Silva Ferreira
  • Elisa do Nascimento
  • Maria Eduarda Bezerra Dutra

DOI:

https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-323

Palavras-chave:

Saúde Única, subnotificação, vulnerabilidade social, zoonose

Resumo

A esporotricose felina tem se consolidado como uma zoonose de crescente importância no Brasil, especialmente pela participação dos gatos na cadeia de transmissão e pela expansão da doença para diferentes regiões do país. Nesse contexto, torna-se necessário compreender os fatores que podem dificultar sua identificação e controle em municípios de pequeno e médio porte. Assim, objetiva-se analisar os principais desafios relacionados ao diagnóstico e ao controle epidemiológico da enfermidade, considerando aspectos territoriais, sociais e relacionados à organização dos serviços. Para tanto, procede-se a uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, baseada em estudos científicos selecionados nas bases PubMed, SciELO, ScienceDirect e Google Scholar. A partir da literatura analisada, observa-se que limitações no acesso ao diagnóstico, falhas de notificação, desigualdades territoriais, circulação de gatos em ambiente externo e dificuldades de adesão ao tratamento podem contribuir para a subestimação dos casos e para a manutenção da transmissão. Além disso, a integração entre vigilância, tratamento, manejo populacional e educação em saúde mostra-se relevante para respostas mais efetivas. Diante desses achados, conclui-se que o fortalecimento da articulação entre serviços veterinários, vigilância, laboratórios de referência e população é fundamental para ampliar a detecção precoce e aprimorar as medidas de prevenção e controle.

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Publicado

2026-09-25

Como Citar

Jesus, Y. S. de, Nardi, A. P. de M., Tateishi, S., Barbosa, R. C. C., Paiva, B. K. do N., Arcoverde, B. L. M. e, Rosa, C. de F., Albuquerque, M. C. de, Silva, R. B. L. S., Martins, A. C. C., Aguilera, F. P., Woitas, L. C. da S., Ferreira, M. K. da S., Nascimento, E. do, & Dutra, M. E. B. (2026). Esporotricose felina em municípios de pequeno e médio porte: desafios para o diagnóstico e controle epidemiológico. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, 9(3), e89486. https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-323

Edição

Seção

Artigos originais