Efeitos dos níveis de salinidade na resposta fisiológica do urucum (Bixa orellana L.) durante fase vegetativa
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-311Palavras-chave:
Bixa orellana L., Estresse abiótico, salinidade, desenvolvimento vegetativoResumo
O urucum possui destaque pela produção de pigmentos naturais, no entanto sua produtividade é frequentemente ameaçada por estresses abióticos como exemplo a salinidade. Este estudo avaliou as respostas morfofisiológicas do urucum submetido a diferentes níveis de salinidade na água de irrigação durante a fase vegetativa. O experimento foi implantado em viveiro na UEMASUL, em Imperatriz (MA), utilizando delineamento inteiramente casualizado (DIC) com quatro níveis de NaCl: 0 (controle), 1,5, 3,0 e 4,5 dS m⁻¹. Foram analisados, aos 30 dias de estresse, o crescimento, altura e número de folhas e variáveis fisiológicas como a condutância estomática, CWSI e a clorofila. Os resultados indicaram que o nível de 4,5 dS m⁻¹ promoveu um incremento de 119,61% no número de folhas e de 24,66% na altura das plantas em relação ao controle. No entanto, observou-se um aumento de 29,33% no índice de estresse hídrico (CWSI) e uma redução de 14,40% na condutância estomática, evidenciando o custo fisiológico do ajuste osmótico. O teor de clorofila total reduziu 9,50% com aumento da concentração da salinidade da água de irrigação. Portanto conclui-se que, apesar da rusticidade que permite o crescimento em condições salinas, o urucum apresenta sinais claros de estresse hídrico e restrição nas trocas gasosas quando submetido a níveis crescentes de água salinizada.
Referências
ALORDZINU, K. E.; LI, J.; LAN, Y.; APPIAH, S. A.; AASMI, A. A.; WANG, H. - Rapid estimation of crop water stress index on tomato growth. Sensors, Basel, v. 21, n. 15, p. 5142, 29 jul. 2021. DOI: <https://doi.org/10.3390/s21155142>. Acesso em: 7 ago. 2026.
CARREIRA, L. M. M. et al. Bixa orellana: Urucum. In: CORADIN, L.; SIMINSKI, A.; REBOUÇAS, M. C. (org.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: plantas para o futuro - região Norte. Brasília, DF: Ministério do Meio Ambiente, 2022. cap. 5, p. 709-718. (Série Biodiversidade; n. 53).
COSTA, G. F.; MARENCO, R. A. Fotossíntese, condutância estomática e potencial hídrico foliar em árvores jovens de andiroba (Carapa guianensis). Acta Amazonica, Manaus, v. 37, n. 2, p. 229-234, 2007.
DIAS, N. S.; BLANCO, F. F.; SOUZA, E. R. de; FERREIRA, J. F.S.; SOUSA NETO, O. N. de; QUEIROZ, Í. S. R. Efeitos dos sais na planta e tolerância das culturas à salinidade. In: GHEYI, H. R.; DIAS, N. S.; LACERDA, C. F. de; GOMES FILHO, E. (ed.). Manejo da salinidade na agricultura: estudo básico e aplicado. 2. ed. Fortaleza: INCTSal, 2016. p. 151-162.
EYNIZADEH, P. RAVARI, S. Z.; MORADI, M.; DEHGHANI, A.; DEHGHANI, H. Determining tolerant tomato genotypes to salt stress according to physiological and morphological manner. AOB Plants, v. 15, n. 6, p. 1-11, out./nov. 2023. Disponível em: <https://doi.org/10.1093/aobpla/plad037>. Acesso em: 15 jul. 2026.
ESTRADA, J.A.S.E.; ESTRADA, Y.I.E.; ESTRADA, L.E.E. Eficiencia en el uso del agua em oleaginosas y las practicas agrícolas. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, Curitiba, v.8, n.4, p.1-6,2025
IDSO, S. B.; JACKSON, R. D.; PINTER JUNIOR, P. J.; REGINATO, R. J.; HATFIELD, J. L. Normalizing the stress degree day parameter for environmental variability. Agricultural Meteorology, v. 24, p. 45-55, 1981.
JACKSON, R. D.; IDSO, S. B.; REGINATO, R. J.; PINTER JUNIOR, R. J. Canopy temperature as crop water stress indicator. Water Resources Research, v. 17, p. 1133-1138, 1981.
JOSEPH, N.; SIRIL, E. A.; NAIR, G. M. An efficient in vitro propagation methodology for Annatto (Bixa orellana L.). Physiology and Molecular Biology of Plants, [S. l.], v. 17, n. 3, p. 263–270, jul./set. 2011. Disponível em: < https://doi.org/10.1007/s12298-011-0073-7>.
MACHADO, K. L. G.; FARIA, D. V.; DUARTE, M. B. S.; SILVA, L. A. S.; OLIVEIRA, T. R.; FALCÃO, T. C. A.; BATISTA, D. S.; COSTA, M. G. C.; SANTA-CATARINA, C.; SILVEIRA, V.; ROMANEL, E.; OTONI, W. C.; NOGUEIRA, F. T. S. Plant age-dependent dynamics of annatto pigment (bixin) biosynthesis in Bixa orellana. Journal of Experimental Botany, v. 75, n. 15, p. 4812–4828, 2024. Disponível em: <https://doi.org/10.1093/jxb/erad458>.
MAHMOOD, M. Z.; SHAHZAD, M.; NAUMAN, M.; ABBASI, A. M.; REICHELT, M.; MITHÖFER, A. Silicon-Mediated Mitigation of Salt Stress in Maize Plants. Plant-Environment Interactions, v. 6, e70073, 2025. Disponível em: <https://doi.org/10.1002/pei3.70073>. Acesso em: 15 jul. 2026.
MCNICKLE, G. G.; EVANS, W. D. Toleration games: compensatory growth by plants in response to enemy attack is an evolutionarily stable strategy. AoB PLANTS, v. 10, n. 3, ply035, 2018. Disponível em: <https://doi.org/10.1093/aobpla/ply035>.. Acesso em: 29 jul. 2026.
MELO JUNIOR, L. M.; REIS, L. S.; ALMEIDA, C. A. C.; PACHECO, A. G.; SILVA, T. S. S.; SILVA, D. A. O. Germinação de sementes e crescimento inicial de urucum (Bixa orellana L.) sob diferentes substratos submetidos a estresse salino. Revista Ambientale, Ano 11, v. 11, n. 1, p. 56-69, jan./abr. 2019. e-ISSN: 2318-454X.
MUHAMMAD, I.; SHALMANI, A.; ALI, M.; YANG, Q. H.; AHMAD, H.; LI, F. B. Mechanisms regulating the dynamics of photosynthesis under abiotic stresses. Frontiers in plant science, v. 11, p. 615942, 2021. Disponível em: <https://doi.org/10.3389/fpls.2020.615942>.
RODRIGUES, J. E. L. F.; OLIVEIRA, V. P.; ARAUJO, S. M. B.; OLIVEIRA, R. P.; RODRIGUES, M. C. S. F. Resposta do urucuzeiro à fertilização com nitrogênio, fósforo e potássio. Belém, PA: Embrapa Amazônia Oriental, 2021. 13 p. (Boletim de pesquisa e desenvolvimento / Embrapa Amazônia Oriental, ISSN 1983-0483; 151). Disponível em: <https://www.embrapa.br/amazonia-oriental/publicacoes>. Acesso em: 10 jul. 2026.
SANKARI, M.; HRIDYA, H.; SNEHA, P.; DOSS, C. G. P.; CHRISTOPHER, J. G.; MATHEW, J.; ZAYED, H.; RAMAMOORTHY, S. Implicação do estresse salino induz alterações na produção de pigmentos, atividade de enzimas antioxidantes e expressão de qRT-PCR de genes envolvidos na via biossintética de Bixa orellana L. Funct Integr Genomics 19 , 565–574 (2019). Disponível em: <https://doi.org/10.1007/s10142-019-00654-7>.
SAVVIDES, A. M.; VELEZ-RAMIREZ, A. I.; FOTOPOULOS, V. Challenging the water stress index concept: Thermographic assessment of Arabidopsis transpiration. Physiologia Plantarum, v. 174, n. 5, e13762, 2022. Disponível em: < https://doi.org/10.1111/ppl.13762>. Acesso em: 7 ago. 2026.
SHARIF, I.; ALEEM, S.; FAROOQ, J.; RIZWAN, M.; YOUNAS, A.; SARWAR, G.; CHOHAN, S. M. Salinity stress in cotton: effects, mechanism of tolerance and its management strategies. Physiology and Molecular Biology of Plants, v. 25, n. 4, p. 807-820, jul/ago. 2019. Disponível em: <https://doi.org/10.1007/s12298-019-00676-2>. Acesso em: 15 jul. 2026.
STENBAEK, A.; JENSEN, P. E. Redox regulation of chlorophyll biosynthesis. Phytochemistry, v. 71, n. 8-9, p. 853-859, 2010. Disponível em: <https://doi.org/10.1016/j.phytochem.2010.03.022>.
VALÉRIO, M. A.; M. A.; RAMOS, M. I. L.; BRAGA NETO, J. A.; MACEDO, M. L. R. Annatto seed residue (Bixa orellana L.): nutritional quality. Food Science and Technology, Campinas, v. 35, n. 2, p. 326-330, abr./jun. 2015. ISSN 0101-2061. Disponível em:<https://doi.org/10.1590/1678-457X.6539>.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
- O conteúdo dos artigos é de responsabilidade exclusiva dos autores.
- É permitida a reprodução total ou parcial do conteúdo dos artigos, desde que citada a fonte.
- Artigos com plágio serão recusados, e o autor do plágio perderá o direito de publicar nesta revista.
- Os nomes e endereços informados nesta revista serão utilizados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação e não estão disponíveis para outros fins ou a terceiros.
- Depois de enviar os artigos, os autores cedem os direitos autorais de seus artigos ao BJAER. Se você se arrepender da submissão, o autor tem o direito de solicitar ao BJAER que não publique seu artigo. Porém, essa solicitação deve ocorrer até dois meses antes da divulgação do número que o artigo será publicado.
- O BJAER usa a licença Creative Commons CC BY. Informações sobre esta licença podem ser encontradas em: https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/
Brazilian Journal of Animal and Environmental Research (BJAER) se reserva o direito de efetuar nos originais alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores. Os trabalhos finais não serão enviadas aos autores.