Resposta do cajueiro BRS 226 a adubação na região Meio-Norte do Brasil
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-293Palavras-chave:
anacardium occidentale, nutrição de plantas, fertilidade do solo, adubação do cajueiroResumo
Com o objetivo avaliar a redução da recomendação de aplicação de fertilizantes na adubação do cajueiro Anão BRS 226 na Região Meio-Norte do Brasil foram conduzidos dois experimentos com o cajueiro Anão Precoce com objetivo de avaliar o efeito da adubação na produtividade do cajueiro Anão Precoce aos seis anos de idade na região Meio-Norte do Brasil. Utilizou-se o delineamento experimental de blocos casualizados com quatro repetições. Os tratamentos foram compostos pelas recomendações de adubação, as quais tiveram como base as recomendações feitas por Serrano et al, 2016, tomando como base os terores dos elementos P e K disponíveis no solo e a produtividade esperada, cuja dose base foi fragmentada em 25, 50, 75 e 100% da dose recomendada para cada planta. Foi utilizado o clone do cajueiro Anão Precoce BRS 226, cujas plantas se encontravam com cinco de anos de idade, plantadas no espaçamento 8 x 6m em Parnaíba-PI e 8 x 7m em Magalhães de Almeida-MA, cujas unidades experimentais foram constituídas por três plantas em Parnaíba-PI e por quatro plantas em Magalhães de Almeida-MA. Os fertilizantes foram aplicados anualmente, conforme necessidade identificada a partir da análise de amostras do solo nos diferentes locais de cultivo, realizada em dose única, na área de projecão da copa, no início da estação chuvosa, tendo sido aplicado a ureia, superfosfato simples e cloreto de potásssio como fontes de nitrogênio, fósforo e potássio respectivamente, conforme descrito a seguir: Nos anos de 2022, 2023 e 2024, foram aplicados os fertilizantes nas doses, conforme os tramentos nos diferentes locais do experimento, levando-se em consideração a idade da planta e a produção esperada, conforme preconizado por Tanigushi e Crisóstomo, 2016, para as condições de cultivo de sequeiro, cuja produtividade considerada foi de 1200 kg/ha com plantas no 6º de cultivo. A adubação foi aplicada na área de projeção da copa, no início da estação chuvosa de cada ano. Ao final de cada safra, a produção de cada planta foi compatibilizada e foram estimadas a quantidade de castanhas produzidas por cada planta, produtividade total da área, rendimento médio e peso médio da castanha em resposta ao tratamento aplicado em cada local de condução do experimento. Ao final dos três anos de avaliação do experimento, os dados experimentais foram contabilizados e realizadas a análise de variãncias para as varíaveis avaliadas: Número de castanhas produzidas por planta; produtividade/ha de cajueiro; rendimento médio de castanha/ha e peso médio da castanha em resposta aos tratamentos aplicados ao longo do tempo de avaliação. Os dados experimentais foram submetidos a análise de variância pelo teste F e as médias comparadas pelo teste de Tukey à 5% de probabilidade por meio do software Sisvar, conforme preconizado por Ferreira (2011).
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