Uso de animais vivos e sadios no ensino e na pesquisa: revisão ética sobre limites, justificativas e métodos alternativos

Autores

  • Lucas Vinicius Boldrini Santana
  • João Vitor Carlos Silva
  • Myllena Romagnolo Rodrigues de Freitas
  • Júlia de Souza Duarte
  • Izabella Carolyne Menezes Xavier
  • Rodrigo Balduino Soares Neves

DOI:

https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-292

Palavras-chave:

bioética animal, senciência, bem-estar animal, princípios dos 3rs, ensino humanitário

Resumo

O O uso de animais vivos e sadios em experimentos científicos e aulas práticas permanece tema controverso nas ciências biomédicas e veterinárias. Este artigo teve como objetivo analisar, por meio de revisão bibliográfica, os preceitos éticos e morais que orientam essa prática, considerando senciência, sofrimento animal, princípios dos 3Rs, métodos alternativos e normas brasileiras. A literatura indica que modelos animais ainda podem ser necessários em pesquisas específicas, sobretudo quando fenômenos biológicos dependem da resposta integrada do organismo. Entretanto, essa justificativa perde força quando há alternativas capazes de atingir objetivos científicos ou pedagógicos com menor dano. No ensino, o uso de animais sadios exige maior rigor, pois muitas atividades são demonstrativas e substituíveis. Conclui-se que a utilização desses animais só se justifica quando houver necessidade demonstrada, ausência de método substitutivo adequado, aprovação ética institucional e aplicação efetiva dos princípios de substituição, redução e refinamento, em todas as etapas da atividade acadêmica proposta.

Referências

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Publicado

2026-09-21

Como Citar

Santana, L. V. B., Silva, J. V. C., Freitas, M. R. R. de, Duarte, J. de S., Xavier, I. C. M., & Neves, R. B. S. (2026). Uso de animais vivos e sadios no ensino e na pesquisa: revisão ética sobre limites, justificativas e métodos alternativos . Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, 9(3), e89358. https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-292

Edição

Seção

Artigos originais