Uso de animais vivos e sadios no ensino e na pesquisa: revisão ética sobre limites, justificativas e métodos alternativos
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-292Palavras-chave:
bioética animal, senciência, bem-estar animal, princípios dos 3rs, ensino humanitárioResumo
O O uso de animais vivos e sadios em experimentos científicos e aulas práticas permanece tema controverso nas ciências biomédicas e veterinárias. Este artigo teve como objetivo analisar, por meio de revisão bibliográfica, os preceitos éticos e morais que orientam essa prática, considerando senciência, sofrimento animal, princípios dos 3Rs, métodos alternativos e normas brasileiras. A literatura indica que modelos animais ainda podem ser necessários em pesquisas específicas, sobretudo quando fenômenos biológicos dependem da resposta integrada do organismo. Entretanto, essa justificativa perde força quando há alternativas capazes de atingir objetivos científicos ou pedagógicos com menor dano. No ensino, o uso de animais sadios exige maior rigor, pois muitas atividades são demonstrativas e substituíveis. Conclui-se que a utilização desses animais só se justifica quando houver necessidade demonstrada, ausência de método substitutivo adequado, aprovação ética institucional e aplicação efetiva dos princípios de substituição, redução e refinamento, em todas as etapas da atividade acadêmica proposta.
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