Atualização da esporotricose felina na perspectiva da saúde única: diagnóstico, estadiamento clínico e avanços terapêuticos
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-288Palavras-chave:
esporotricose felina, Sporothrix brasiliensis, estadiamento, terapêutica, zoonoseResumo
A esporotricose felina constitui antropozoonose de relevância crescente no Brasil, causada principalmente por Sporothrix brasiliensis, cuja elevada capacidade de transmissão entre felinos e seres humanos a caracteriza como problema de Saúde Única. No contexto da Saúde Única, a esporotricose representa exemplo clássico da interdependência entre a saúde animal, humana e ambiental, exigindo estratégias integradas de vigilância epidemiológica, educação em saúde e controle populacional de felinos. O presente estudo teve como objetivo revisar os principais protocolos terapêuticos convencionais e as alternativas farmacológicas emergentes para a esporotricose felina, bem como discutir a aplicabilidade do modelo de estadiamento clínico para padronizar a conduta veterinária e otimizar o prognóstico dos pacientes. Foi realizada revisão narrativa da literatura por meio de buscas nas bases de dados PubMed, SciELO e Google Scholar, incluindo artigos nacionais e internacionais publicados entre 2004 e 2026 sobre diagnóstico, tratamento e estadiamento clínico da esporotricose felina. A associação entre anamnese, dados epidemiológicos e exames complementares permite maior precisão diagnóstica, enquanto o estadiamento clínico em quatro estádios favorece a individualização terapêutica, a estimativa prognóstica e o acompanhamento evolutivo dos pacientes. Entretanto, a adoção de protocolos diagnósticos padronizados, do estadiamento clínico e do monitoramento dos pacientes, associada à educação continuada dos tutores e à implementação de políticas públicas, representa estratégia essencial para reduzir a transmissão da esporotricose e fortalecer a integração entre a medicina veterinária, a saúde humana e a saúde ambiental sob a perspectiva da Saúde Única.
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