Aplicabilidade e limitações da ultrassonografia convencional e Doppler no manejo reprodutivo de fêmeas bovinas: uma revisão narrativa
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-236Palavras-chave:
reprodução bovina, ultrassonografia, Doppler, corpo lúteo, dinâmica folicularResumo
A ultrassonografia transretal é uma ferramenta utilizada para a avaliação do trato reprodutivo de vacas, servindo para avaliar e caracterizar estruturas ovarianas, uterinas e de gestação, bem como para observar as mudanças ocorridas ao longo do ciclo estral e da gestação. Assim, o objetivo desse trabalho foi revisar criticamente as principais aplicações e limitações da ultrassonografia convencional (modo B) e Doppler no manejo reprodutivo de fêmeas bovinas com destaque para: dinâmica folicular, ovulação, corpo lúteo, inseminação artificial em tempo fixo (IATF), diagnóstico de gestação, avaliação uterina, sexagem fetal, ressincronização e transferência de embriões. Uma busca narrativa de revisão da literatura foi feita nas bases PubMed, SciELO e ScienceDirect, assim como nos sites de instituições de referência, em língua portuguesa, inglesa e espanhola utilizando descritores como: ultrassonografia reprodutiva, dinâmica folicular, fluxo sanguíneo ovariano, corpo lúteo, gestação e reprodução bovina. A literatura indicou que o modo B fornece informações morfológicas importantes, enquanto o Doppler acrescenta informações relacionadas à perfusão tecidual. A avaliação do fluxo sanguíneo luteal apresentou associação com a função do corpo lúteo e mostrou potencial para identificação precoce de provável não gestação e seleção de receptoras, embora a variabilidade individual e metodológica limite a adoção de pontos de corte universais. Concluiu-se que a integração entre modo B e Doppler amplia a caracterização reprodutiva, mas sua aplicação deve considerar o momento fisiológico, equipamento, operador, população animal e validação dos parâmetros utilizados.
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