Serviços farmacêuticos em clínicas de terapias injetáveis: segurança do paciente e acompanhamento farmacoterapêutico
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-235Palavras-chave:
farmácia clínica, terapias injetáveis, segurança do paciente, acompanhamento farmacoterapêutico, serviços farmacêuticosResumo
As clínicas de terapias injetáveis têm apresentado expansão no campo dos serviços de saúde, ampliando as possibilidades de atuação clínica e empreendedora do farmacêutico. Nesse contexto, a segurança do paciente e o acompanhamento farmacoterapêutico constituem elementos fundamentais para garantir o uso racional, seguro e baseado em evidências de medicamentos e outras terapias administradas por via parenteral. O presente estudo teve como objetivo analisar a importância dos serviços farmacêuticos em clínicas de terapias injetáveis, com ênfase na atuação do farmacêutico na promoção da segurança do paciente, na identificação de riscos relacionados à farmacoterapia e no acompanhamento dos resultados terapêuticos. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, realizada por meio da análise de artigos científicos e documentos técnicos relacionados à farmácia clínica, terapias injetáveis, segurança do paciente, erros de medicação, acompanhamento farmacoterapêutico e intervenções farmacêuticas. Os estudos analisados demonstraram que a participação do farmacêutico pode contribuir para a identificação e prevenção de problemas relacionados aos medicamentos, redução de erros de medicação, orientação dos pacientes, avaliação da farmacoterapia e monitoramento de eventos adversos. Evidenciou-se ainda que as terapias intravenosas, especialmente aquelas relacionadas à suplementação de vitaminas e minerais, devem ser utilizadas de maneira criteriosa, considerando indicação clínica, evidências científicas, características individuais do paciente e relação entre benefícios e riscos. A atuação do farmacêutico em clínicas de terapias injetáveis ultrapassa a dimensão técnica da administração de medicamentos, abrangendo avaliação clínica, acompanhamento farmacoterapêutico, educação em saúde, gestão de riscos e promoção da segurança do paciente. A estruturação de protocolos e processos assistenciais baseados em evidências pode contribuir para a qualificação dos serviços e para o uso mais seguro e racional das terapias oferecidas.
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