Mortalidade prematura por doenças crônicas não transmissíveis no Brasil, 2000–2024: tendências temporais e desigualdades regionais no sistema de informações sobre mortalidade

Autores

  • Daniela Prado Nogueira
  • Eduardo Moraes Macedo
  • Victoria Hemilly de Moraes Silveira
  • Grasiela Bessa
  • Luís Otávio Torres
  • Ephigenia Emanuelly de Oliveira Cesilio
  • Lucas de Souza Moreira Santos
  • Livia Limeira Ribeiro Camargo
  • Lídia Acyole de Souza

DOI:

https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-233

Palavras-chave:

doenças crônicas não transmissíveis, mortalidade prematura, sistemas de informação em saúde, séries temporais, desigualdades em saúde, Brasil

Resumo

Este estudo analisou a evolução temporal e as desigualdades regionais da mortalidade prematura por doenças crônicas não transmissíveis no Brasil entre 2000 e 2024, com comparação por sexo, região e unidade da Federação. Foi realizado estudo observacional, ecológico e retrospectivo, utilizando óbitos por residência registrados no Sistema de Informações sobre Mortalidade e projeções populacionais oficiais para pessoas de 30 a 69 anos. Foram considerados os quatro grupos prioritários de doenças: cardiovasculares, neoplasias malignas, diabetes mellitus e doenças respiratórias crônicas. As taxas foram calculadas por 100.000 habitantes e padronizadas pela idade com base na população do Censo 2010. A tendência temporal foi avaliada por regressão de Prais–Winsten, e as desigualdades regionais foram descritas pela diferença entre a maior e a menor taxa e pela razão entre elas. A taxa padronizada do conjunto das quatro doenças caiu de 357,22 para 268,38 por 100.000 habitantes, redução de 24,9%. A queda foi mais intensa para doenças cardiovasculares e respiratórias, menor para diabetes e não foi definida para neoplasias. As taxas masculinas permaneceram superiores às femininas. Sul, Sudeste e Centro-Oeste apresentaram redução consistente, enquanto Norte e Nordeste permaneceram sem direção definida. Conclui-se que houve melhora nacional, mas persistem diferenças por sexo e território. Os achados descrevem registros agregados do sistema de mortalidade e não permitem inferências causais individuais.

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Publicado

2026-09-04

Como Citar

Nogueira, D. P., Macedo, E. M., Silveira, V. H. de M., Bessa, G., Torres, L. O., Cesilio, E. E. de O., Santos, L. de S. M., Camargo, L. L. R., & Souza, L. A. de. (2026). Mortalidade prematura por doenças crônicas não transmissíveis no Brasil, 2000–2024: tendências temporais e desigualdades regionais no sistema de informações sobre mortalidade. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, 9(3), e89113. https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-233

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Seção

Artigos originais