Inatividade física e mortalidade por doenças do aparelho circulatório nas capitais brasileiras: estudo ecológico longitudinal de painel, 2009–2019

Autores

  • Ramon Girotto
  • Bárbara Lua Barreto de Paula
  • Davi Abrantes Rosique
  • Fernanda Vicci Castro Fernandes
  • Ana Caroline Marinho Brandão
  • Maria Paula Cardoso Avelino de Menezes Vidal
  • Giovana Ricardo Faria
  • Michelle Alcântara de Castro
  • Lídia Acyole de Souza

DOI:

https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-231

Palavras-chave:

atividade motora, doenças cardiovasculares, mortalidade, estudos ecológicos, vigilância em saúde, Brasil

Resumo

As doenças cardiovasculares permanecem entre os principais problemas de saúde pública, e a atividade física é reconhecida como fator modificável associado à prevenção de doenças crônicas e à redução da mortalidade. Este estudo estimou a associação ecológica entre a prevalência anual de adultos fisicamente inativos e a taxa padronizada de mortalidade por doenças do aparelho circulatório entre residentes de 30–69 anos nas 27 capitais brasileiras, de 2009 a 2019. Foi realizado estudo longitudinal de painel, com unidade capital–ano. A exposição foi obtida da base harmonizada do VIGITEL e calculada com ponderação amostral. O desfecho principal foi a mortalidade por CID-10 I00–I99, extraída do SIM/DATASUS. Foram calculadas taxas brutas e padronizadas diretamente por idade, utilizando oito grupos etários de cinco anos e população padrão do Censo 2010. A associação principal foi estimada por modelo linear com efeitos fixos de capital e ano, erros-padrão agrupados por capital e ajuste para tabagismo, consumo abusivo de álcool e escolaridade média. O painel incluiu 297 observações. A prevalência média de inatividade física foi 15,50% e a taxa média de mortalidade padronizada foi 126,59 por 100.000 habitantes. Entre 2009 e 2019, as médias não ponderadas das capitais diminuíram de 16,04% para 14,80% e de 144,76 para 112,35 por 100.000, respectivamente. No modelo principal, o aumento de 10 pontos percentuais na inatividade física esteve associado a −0,98 por 100.000 na mortalidade padronizada (IC95% −12,64 a 10,68; p=0,869). Não foi identificada associação ecológica estatisticamente precisa após o controle por efeitos fixos de capital e ano. O resultado é restrito ao nível populacional, ao período e às definições adotadas, não constituindo estimativa de efeito individual ou causal.

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Publicado

2026-09-04

Como Citar

Girotto, R., Paula, B. L. B. de, Rosique, D. A., Fernandes, F. V. C., Brandão, A. C. M., Vidal, M. P. C. A. de M., Faria, G. R., Castro, M. A. de, & Souza, L. A. de. (2026). Inatividade física e mortalidade por doenças do aparelho circulatório nas capitais brasileiras: estudo ecológico longitudinal de painel, 2009–2019. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, 9(3), e89111. https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-231

Edição

Seção

Artigos originais