Caracterização físico-química e potencial energético da Casca de Cupuaçu (Theobroma grandiflorum) como biomassa alternativa

Autores

  • Amanda Gonçalves Kieling
  • Angélica Gonçalves de Camargo
  • Andreza Lirvamento
  • Ionatan Anton Schroer
  • Itamar da Silva Júnior
  • Ramiro Gomes Emmerich
  • Tauhana Eineck
  • Vitória Borba Pilar
  • Marcelo Oliveira Caetano

DOI:

https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-224

Palavras-chave:

biomassa, resíduos agroindustriais, casca de cupuaçu, poder calorífico, caracterização físico-química, biocombustíveis sólidos

Resumo

A crescente demanda global por energia, somada à urgência em mitigar a crise climática e reduzir as emissões de dióxido de carbono, tem impulsionado a transição para matrizes de baixo carbono. Nesse cenário, intensificado pelos debates da COP 30 e por políticas como o projeto Coopera + Amazônia, o aproveitamento de resíduos agroindustriais lignocelulósicos surge como uma rota estratégica de economia circular. O presente estudo teve como objetivo investigar as propriedades físico-químicas, elementares e o potencial energético da casca de cupuaçu (Theobroma grandiflorum), um subproduto abundante na Região Amazônica que representa cerca de 42% da massa do fruto e que frequentemente é descartado sem aproveitamento comercial. A biomassa foi submetida a ensaios normatizados de análise imediata, análise elementar e calorimetria. Os resultados da análise imediata revelaram teor de umidade de , materiais voláteis de , carbono fixo de  e cinzas de . Estes índices indicam um combustível de fácil ignição, queima prolongada e baixo teor de resíduos inorgânicos, o que reduz problemas operacionais como incrustação e corrosão em reatores térm

A crescente demanda global por energia, somada à urgência em mitigar a crise climática e reduzir as emissões de dióxido de carbono, tem impulsionado a transição para matrizes de baixo carbono. Nesse cenário, intensificado pelos debates da COP 30 e por políticas como o projeto Coopera + Amazônia, o aproveitamento de resíduos agroindustriais lignocelulósicos surge como uma rota estratégica de economia circular. O presente estudo teve como objetivo investigar as propriedades físico-químicas, elementares e o potencial energético da casca de cupuaçu (Theobroma grandiflorum), um subproduto abundante na Região Amazônica que representa cerca de 42% da massa do fruto e que frequentemente é descartado sem aproveitamento comercial. A biomassa foi submetida a ensaios normatizados de análise imediata, análise elementar e calorimetria. Os resultados da análise imediata revelaram teor de umidade de , materiais voláteis de , carbono fixo de  e cinzas de . Estes índices indicam um combustível de fácil ignição, queima prolongada e baixo teor de resíduos inorgânicos, o que reduz problemas operacionais como incrustação e corrosão em reatores térmicos. A análise elementar apresentou alto percentual de carbono orgânico (), baixos teores de nitrogênio () e completa ausência de enxofre, sugerindo um biocombustível de reduzido potencial emissor de poluentes atmosféricos ( e ). Os ensaios energéticos registraram um Poder Calorífico Superior (PCS) de 20,24 MJ/kg e um Poder Calorífico Inferior (PCI) estimado em 18,82 MJ/kg, desempenho que se equipara e, em determinados parâmetros, supera biomassas tradicionais como o bagaço de cana-de-açúcar. Conclui-se que a casca de cupuaçu apresenta viabilidade técnica e excelentes características físico-químicas para aplicação como biomassa energética, despontando como uma alternativa renovável para a geração de energia limpa e agregação de valor às cadeias produtivas regionais desta matéria-prima.

icos. A análise elementar apresentou alto percentual de carbono orgânico (), baixos teores de nitrogênio () e completa ausência de enxofre, sugerindo um biocombustível de reduzido potencial emissor de poluentes atmosféricos ( e ). Os ensaios energéticos registraram um Poder Calorífico Superior (PCS) de 20,24 MJ/kg e um Poder Calorífico Inferior (PCI) estimado em 18,82 MJ/kg, desempenho que se equipara e, em determinados parâmetros, supera biomassas tradicionais como o bagaço de cana-de-açúcar. Conclui-se que a casca de cupuaçu apresenta viabilidade técnica e excelentes características físico-químicas para aplicação como biomassa energética, despontando como uma alternativa renovável para a geração de energia limpa e agregação de valor às cadeias produtivas regionais desta matéria-prima.

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Publicado

2026-09-03

Como Citar

Kieling, A. G., Camargo, A. G. de, Lirvamento, A., Schroer, I. A., Silva Júnior, I. da, Emmerich, R. G., Eineck, T., Pilar, V. B., & Caetano, M. O. (2026). Caracterização físico-química e potencial energético da Casca de Cupuaçu (Theobroma grandiflorum) como biomassa alternativa. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, 9(3), e89104. https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-224

Edição

Seção

Artigos originais