Políticas de bem-estar e saúde mental na gestão escolar do ensino médio: estratégias de acolhimento diante da violência intrafamiliar e do refúgio digital no município de Planaltina – GO

Autores

  • Libia Raquel Gomes Vicente Ribeiro
  • Roseli Gomes de Souza
  • Allyson Mikael Alves
  • Tallula Natacha Vicente Ribeiro
  • Thaymon Yuri Peres Cardoso

DOI:

https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-170

Resumo

O presente artigo analisa a relação entre saúde mental, violência intrafamiliar, uso intensivo das tecnologias digitais e gestão escolar no Ensino Médio, tomando como campo de investigação os Colégios Estaduais em Período Integral (CEPIs) localizados no município de Planaltina, Goiás. Parte-se do pressuposto de que o sofrimento psíquico de adolescentes não pode ser compreendido exclusivamente a partir do desempenho escolar ou de características individuais, uma vez que se constitui na interseção entre condições familiares, relações sociais, desigualdades socioeconômicas, experiências de violência, pertencimento escolar e formas contemporâneas de sociabilidade mediadas pelas tecnologias digitais. O objetivo consiste em analisar de que maneira as políticas e práticas de bem-estar podem contribuir para a identificação, acolhimento e encaminhamento de situações de sofrimento psicológico, especialmente quando relacionadas à violência intrafamiliar e ao uso das redes digitais como mecanismo de fuga ou compensação emocional. Metodologicamente, desenvolve-se uma investigação qualitativa, exploratória e documental, articulada a uma perspectiva cartográfica, tendo como corpus os Projetos Político-Pedagógicos e regimentos internos de cinco CEPIs do município investigado. A discussão é fundamentada em estudos sobre saúde mental na adolescência, violência intrafamiliar, bullying, cyberbullying, uso excessivo de redes sociais, gestão democrática e aprendizagem dialógica, além da legislação brasileira de proteção à criança e ao adolescente. Argumenta-se que a escola constitui importante espaço de proteção, embora não possa assumir isoladamente funções clínicas, familiares ou de assistência social. A gestão escolar deve, portanto, fortalecer mecanismos de escuta, prevenção, identificação de sinais de sofrimento e articulação intersetorial, em consonância com a Lei nº 14.819/2024, que institui a Política Nacional de Atenção Psicossocial nas Comunidades Escolares. Como possibilidade pedagógica, discutem-se as Tertúlias Dialógicas como estratégia de participação, diálogo e fortalecimento dos vínculos, desde que utilizadas como prática educativa e não como substituição ao atendimento especializado. Conclui-se que uma política escolar de bem-estar precisa integrar acolhimento, prevenção da violência, formação continuada dos profissionais, participação estudantil e articulação permanente com as redes de saúde, assistência social e proteção de direitos.

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Publicado

2026-08-21

Como Citar

Ribeiro, L. R. G. V., Souza, R. G. de, Alves, A. M., Ribeiro, T. N. V., & Cardoso, T. Y. P. (2026). Políticas de bem-estar e saúde mental na gestão escolar do ensino médio: estratégias de acolhimento diante da violência intrafamiliar e do refúgio digital no município de Planaltina – GO. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, 9(3), e88872. https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-170

Edição

Seção

Artigos originais