Hiperplasia pseudoplacentacional bilateral em cadela da raça Dachshund: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-159Palavras-chave:
alterações uterinas, diagnóstico diferencial, endocrinopatias reprodutivas, terapia cirúrgicaResumo
A hiperplasia pseudoplacentacional é uma afecção rara que acomete cadelas com idade superior a sete meses. Trata-se de uma forma incomum de hiperplasia endometrial caracterizada pela formação de estruturas glandulares císticas semelhante à placenta, sem a presença de gestação. Essa ocorrência se dá sob a influência prolongada de progesterona durante o diestro, desencadeando a proliferação e diferenciação exagerada das glândulas endometriais. Podem estar associadas à quadros de piometra, corpo estranho (pêlos intrauterinos) ou achados incidentais através de exames de imagem (ultrassonografia abdominal). O diagnóstico é baseado por exame histopatológico que diferencia a afecção de processo neoplásico, enquanto o tratamento se dá de forma cirúrgica, por meio de ovariohisterectomia. Com base nisso, objetiva-se relatar o caso de uma cadela da raça Dachshund de 1 ano e 4 meses, não castrada, que deu entrada no serviço de atendimento veterinário por apresentar apatia, hipertermia e secreção vaginal sanguino-purulenta, constatou-se, por ultrassonografia, a presença de estruturas intrauterinas sugestivas de testículos (hermafroditismo) e conteúdo compatível com piometra/mucometra. A paciente foi encaminhada para laparotomia exploratória e realização de ovariohisterectomia como tratamento instituído e o material enviado para exame histopatológico, concluindo se tratar-se de uma hiperplasia pseudoplacentacional cística bilateral, descartando a possibilidade de hermafroditismo.
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