Rastreamento do câncer do colo de útero pós-pandemia
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-158Palavras-chave:
neoplasias do colo do útero, programas de rastreamento, enfermagem em saúde pública, pandemia de COVID-19Resumo
Este estudo analisa o impacto da pandemia de COVID-19 no rastreamento do câncer do colo do útero no Brasil e discute o papel estratégico da enfermagem na recuperação da cobertura e qualificação da assistência no cenário pós pandemia. Utilizou-se uma abordagem analítica e documental baseada em dados do Instituto Nacional de Câncer de 2025 e do DATASUS. Os resultados apontam que, em 2020, a produção nacional de exames citopatológicos recuou 43,4%, gerando vazios assistenciais severos no Centro-Oeste e no Norte, onde o estado do Pará registrou uma redução de 45%. A retomada plena aos níveis pré-pandêmicos ocorreu em 2022, atingindo o recorde histórico de 9,4 milhões de exames em 2023 devido ao represamento da demanda. Contudo, identificou se um estadiamento clínico desfavorável no período pós-pandemia, caracterizado pela redução da razão entre lesões de alto grau e carcinomas invasores, além altas incidência de resultados que confirmam a presença de malignidade na Região Norte, atingindo 1,3% em mulheres acima de 50 anos. Conclui-se que o hiato na vigilância oncológica converteu lesões precursoras tratáveis em diagnósticos tardios. A enfermagem na Atenção Primária à Saúde destaca-se como eixo insubstituível para a minimização desses danos por meio da busca ativa, educação em saúde e otimização do tempo entre o rastreio positivo e o tratamento efetivo.
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