Vivência universitária na assistência à saúde da população migrante: relato de experiência
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-147Palavras-chave:
migrante, promoção da saúde, enfermagem de saúde públicaResumo
Introdução: A migração venezuelana para o Brasil intensificou-se na última década devido à crise humanitária no país de origem, gerando impactos diretos no Sistema Único de Saúde (SUS), onde essa população frequentemente enfrenta barreiras linguísticas, culturais e vulnerabilidade social. Com o intuito de qualificar a formação profissional voltada às minorias, justifica-se a necessidade de vivências práticas em saúde pública. Objetivo: Descrever as experiências vivenciadas por acadêmicos de enfermagem na ação assistencial à saúde para a população migrante Uarao. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência, de abordagem qualitativa e descritiva, sobre uma ação social de extensão realizada em abril de 2026 junto à comunidade indígena venezuelana da etnia Uarao, residente em Goiânia, Goiás. A atividade ocorreu em parceria com a academia, o Distrito Sanitário, acadêmicos de graduação a Estratégia Saúde da Família (USF). Resultados: Foram prestados atendimentos a 32 migrantes venezuelanos. Os acadêmicos realizaram testes rápidos (Hepatite B e C, HIV e Sífilis), busca ativa de tuberculose, além de promoverem ações educativas sobre higiene e nutrição. Os principais desafios envolveram a barreira idiomática e o receio cultural inicial dos indígenas, obstáculos superados por meio da mediação cultural estratégica da Pastoral do Migrante. Conclusão: A vivência acadêmica permeada por meio do ensino, pesquisa e extensão, mostrou-se altamente enriquecedora, solidificando os princípios de universalidade, equidade e integralidade do SUS. A articulação entre ensino e serviço demonstrou reflexos positivos, qualificando futuros enfermeiros para uma prática humanizada, crítica e culturalmente sensível diante de populações vulnerabilidade.
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