Zoonoses na interface humano-animal: diferentes padrões epidemiológicos e implicações para políticas de prevenção em contexto urbano no município de Santos-SP
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-131Palavras-chave:
saúde, vigilância sanitária, zoonoses, SantosResumo
As zoonoses constituem um importante desafio para a saúde pública, especialmente em áreas urbanas onde fatores ambientais, sociais e territoriais influenciam sua transmissão. Este estudo teve como objetivo analisar os padrões epidemiológicos da leptospirose, leishmaniose visceral e raiva no município de Santos (SP), discutindo suas implicações para a vigilância em saúde e para as políticas públicas sob a perspectiva da Saúde Única. Trata-se de um estudo ecológico, retrospectivo e descritivo, baseado em dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), da Secretaria Municipal de Saúde de Santos, do Centro de Controle de Zoonoses e de hospitais veterinários parceiros. Foram analisados dados de 2015 a 2024 para leptospirose e raiva e de 2020 a 2024 para leishmaniose visceral canina. Os resultados demonstraram a persistência da leptospirose na população humana, evidenciando a influência contínua de determinantes socioambientais. A leishmaniose visceral apresentou circulação predominantemente canina, configurando importante indicador para a vigilância epidemiológica. Já a ausência de casos de raiva em humanos e animais de companhia refletiu a efetividade das ações de controle, sem dispensar o monitoramento contínuo. Conclui-se que zoonoses com diferentes padrões epidemiológicos exigem estratégias específicas de vigilância e prevenção, reforçando a necessidade de políticas públicas territorializadas e intersetoriais que integrem saúde humana, saúde animal e meio ambiente para o fortalecimento da vigilância em saúde.
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