Análise comparativa dos sinais clínicos, resposta imunológica e testes diagnósticos em cães diagnosticados com Leishmaniose Visceral Canina
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-128Palavras-chave:
interleucinas, citocinas, leishmania, protozoárioResumo
A Leishmaniose Visceral Canina (LVC) é uma zoonose de grande impacto em saúde pública e um desafio constante na clínica veterinária. Isso devido à ampla diversidade de manifestações clínicas, à resposta imunológica variável entre os cães e às limitações dos métodos diagnósticos disponíveis. Em regiões endêmicas, é essencial compreender esses fatores para aprimorar o diagnóstico, o estadiamento e o manejo dos animais acometidos. Este estudo busca integrar informações clínicas, laboratoriais e imunológicas para melhorar a acurácia diagnóstica e definir o prognóstico individualizado. Trata-se de uma pesquisa prospectiva conduzida entre agosto de 2024 e novembro de 2025 em que foram incluídos 16 cães atendidos em São Joaquim de Bicas, MG. Todos os animais foram submetidos a exames laboratoriais, exames sorológicos, exame parasitológico de linfonodo e qPCR de medula óssea. Os resultados demonstraram alta positividade para LVC (87,5%) no grupo avaliado, com predomínio de sinais dermatológicos, alterações hematológicas e hiperglobulinemia compatíveis com resposta imunológica Th2 exacerbada e progressão clínica da doença. Em vista disso, os testes sorológicos foram eficazes principalmente nos cães com resposta do tipo Th2. Já o qPCR mostrou-se essencial para a confirmação diagnóstica e avaliação da carga parasitária, especialmente em cães assintomáticos ou com baixa titulação que manifestam a resposta Th1. O teste parasitológico direto, por sua vez, só atestou formas amastigotas em animais altamente parasitados. Dessa forma, este estudo reforça a importância da associação entre clínica, sorologia, diagnóstico molecular e parasitológico para um estadiamento mais preciso da LVC pela escolha da abordagem diagnóstica mais adequada em áreas endêmicas.
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