Parasitismo diário e dispersão de Cotesia flavipes (Hymenoptera: Braconidae) em Diatraea saccharalis (Lepidoptera: Crambidae) após liberação inundativa em cana-de-açúcar
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-116Palavras-chave:
controle biológico, broca-da-cana, dispersão de parasitoides, bioensaio de campo, braconidaeResumo
A eficiência do controle biológico da broca-da-cana Diatraea saccharalis (Fabricius) (Lepidoptera: Crambidae) por Cotesia flavipes (Cameron) (Hymenoptera: Braconidae) depende da capacidade do parasitoide de localizar hospedeiros ao longo do tempo e da distância a partir do ponto de liberação. Este trabalho avaliou o parasitismo diário e o padrão de dispersão de C. flavipes a 24, 48 e 72 horas após uma liberação pontual (1500 adultos), em três distâncias do ponto de liberação (5, 10 e 15 m), utilizando lagartas de D. saccharalis de 3º ínstar como iscas em internódios de cana-de-açúcar, em delineamento em blocos casualizados (três blocos). Os dados de parasitismo (variável binária) foram analisados por ANOVA fatorial em blocos, com proporções transformadas por arco-seno da raiz quadrada, seguida do teste de Tukey (5%), e confirmados por modelo linear generalizado binomial com teste de razão de verossimilhança. Houve interação significativa entre tempo e distância (ANOVA: F = 4,53; P = 0,012; GLM: χ² = 12,74; P = 0,013): a 15 m do ponto de liberação, o parasitismo aumentou de 12,5% (24 h) para 66,7% (72 h), diferindo significativamente entre todos os tempos (Tukey, 5%), enquanto a 5 e 10 m o parasitismo já estava estatisticamente estável desde as primeiras 24 h. Conclui-se que a dispersão efetiva de C. flavipes até 15 m ocorre de forma gradual, tornando-se equivalente ou superior às distâncias mais próximas apenas a partir de 72 h após a liberação, o que tem implicações diretas para o momento de avaliação da eficácia de programas de liberação inundativa desse parasitoide.
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