Dioctofimose ectópica em um cão – relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-096Palavras-chave:
parasita, testículos, rim, laparotomia, ciclo errático.Resumo
O Dioctophyma renale, conhecido como “verme gigante do rim”, é um nematódeo que acomete principalmente cães, podendo também infectar humanos. Seu ciclo biológico é complexo, envolvendo anelídeos oligoquetas como hospedeiros intermediários e peixes ou rãs como hospedeiros paratênicos. A infecção ocorre pela ingestão desses hospedeiros, seguida de migração larval até, preferencialmente, o rim direito, onde o parasito atinge a maturidade. Em alguns casos, pode ocorrer migração errática, levando à presença do verme em locais ectópicos, como o tecido subcutâneo. O diagnóstico pode ser feito por ultrassonografia, urinálise, exames laboratoriais ou achados cirúrgicos, sendo muitas vezes incidental. O caso relatado descreve um cão jovem, assintomático, no qual um parasito foi identificado no subcutâneo durante uma cirurgia eletiva. Exames complementares confirmaram infecção renal com destruição do parênquima do rim direito. O tratamento instituído foi a nefrectomia unilateral, com boa evolução clínica. O relato reforça a importância da suspeita clínica, do uso de exames complementares e da inclusão da dioctofimose como diagnóstico diferencial, especialmente em animais de áreas rurais com acesso a ambientes aquáticos.
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