A Teia de Úrsula e o Terço de Rosa: matriarcas da memória entre macondo e o sertão

Autores

  • Antonio Jerfesson dos Santos Sousa
  • José Nataniel de Almeida

DOI:

https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-085

Palavras-chave:

personagens femininas, memória, poder matriarcal, literatura latino-americana

Resumo

Este artigo propõe uma análise comparativa das personagens Úrsula Iguarán, de Cem Anos de Solidão (1967), de Gabriel García Márquez, e Rosa Cornélio de Jesus, de Os Verdes Abutres da Colina (1974), de José Alcides Pinto. Investiga-se como ambas se configuram como figuras fundadoras no imaginário literário latino-americano, articulando memória, poder matriarcal e resistência cultural. A abordagem teórica triangula as contribuições de Antonio Candido (função estruturante da personagem), Ángel Rama (transculturação narrativa) e Beatriz Sarlo (memória cultural materializada). A análise revela que, apesar das diferenças estéticas entre o realismo mágico caribenho e o realismo alegórico nordestino, as duas personagens operam como centros simbólicos que organizam o tempo histórico, medeiam tradições locais e hegemônicas, e convertem práticas cotidianas em arquivos de memória coletiva. Conclui-se que a literatura latino-americana projeta no feminino uma força contra-entrópica, oferecendo alternativas epistêmicas ao poder patriarcal e à devastação histórica.

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Publicado

2026-07-29

Como Citar

Sousa, A. J. dos S., & Almeida, J. N. de. (2026). A Teia de Úrsula e o Terço de Rosa: matriarcas da memória entre macondo e o sertão. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, 9(3), e88499. https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-085

Edição

Seção

Artigos originais