A gamificação como metodologia ativa na educação do campo amazônica: proposição do Framework Amazônico para Gamificação Contextualizada (MAGC)
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-050Palavras-chave:
gamificação, metodologias ativas, educação do campo, contextualização pedagógica, framework pedagógicoResumo
Este artigo teórico-conceitual propõe o Framework Amazônico para Gamificação Contextualizada (MAGC), uma estrutura destinada a orientar práticas pedagógicas gamificadas nas escolas do campo da Amazônia. A pesquisa parte da constatação de que, embora a gamificação seja amplamente estudada em contextos urbanos e tecnologicamente equipados, sua aplicação na Educação do Campo permanece pouco explorada, especialmente na região amazônica, onde territorialidade, diversidade cultural e saberes comunitários são elementos estruturantes do currículo. Para responder à questão de pesquisa sobre quais fundamentos teórico-pedagógicos podem sustentar tal framework, o estudo adotou uma abordagem qualitativa baseada em revisão integrativa da literatura e análise documental, seguindo o protocolo PRISMA 2020. Foram consultadas bases como SciELO, CAPES, ERIC, Scopus e Web of Science, priorizando publicações entre 2021 e 2025, complementadas por obras clássicas. O referencial teórico articula quatro eixos convergentes: metodologias ativas (Bacich; Moran), aprendizagem significativa (Ausubel; Moreira), gamificação (Deterding; Kapp) e Educação do Campo (Caldart; Arroyo; Molina), tendo a contextualização pedagógica (Freire; Candau) como princípio integrador. O MAGC resultante é organizado em quatro níveis interdependentes: fundamentos teóricos (base epistemológica), contextualização pedagógica (eixo estruturante que articula currículo, território, cultura e comunidade), elementos operacionais da gamificação (narrativas, missões, desafios, cooperação, feedback, progressão e mediação docente) e resultados educacionais esperados (aprendizagem significativa, protagonismo estudantil, valorização dos saberes comunitários, justiça curricular e formação integral). O framework inova ao deslocar o foco da gamificação do uso de tecnologias para a organização de experiências de aprendizagem territorialmente situadas. Como limitação, o estudo não realizou validação empírica, sugerindo futuras pesquisas de intervenção para testar sua aplicabilidade em diferentes comunidades amazônicas.
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