Inteligência Artificial como comunicação: uma análise filosófica, semiótica e neurocientífica da essência comunicativa dos sistemas de IA
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-031Palavras-chave:
inteligência artificial, teste de turing, prompt, comunicação, semiótica, filosofia da linguagem, grandes modelos de linguagem, dialogismo, ética da IA, Paulo Freire, McLuhan, Pierre Lévy, inteligência coletiva, neurociência cognitivaResumo
Este artigo propõe que a Inteligência Artificial (IA), em sua essência mais fundamental, é um fenômeno de comunicação. Partindo do Teste de Turing (1950) como marco inaugural dessa tradição, a análise investiga a IA como um sistema semiótico, dialógico e co-construído de significados, indo além das concepções instrumentais que a reduzem a algoritmos e processamento de dados. Integrando perspectivas da filosofia da linguagem, da semiótica de Peirce e Saussure, da teoria da comunicação de Shannon e Weaver, da pragmática de Grice, da pedagogia crítica de Paulo Freire, das teorias de McLuhan e Lévy e dos avanços da neurociência cognitiva, este trabalho demonstra que a arquitetura dos grandes modelos de linguagem (LLMs) não é apenas análoga à comunicação humana: ela é, em si, uma instância de comunicação sistêmica. Argumenta-se que a necessidade de prompts para interagir com a IA revela uma lacuna comunicativa real entre simulação e competência pragmática plena. O artigo conclui que compreender a IA como comunicação é imperativo para um desenvolvimento ético, dialógico e humanizante desta tecnologia.
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