Processos de estigmatização e a construção da delinquência juvenil no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n3-010Palavras-chave:
delinquência juvenil, estigmatização, juventude, exclusão social, vulnerabilidade socialResumo
A delinquência juvenil desperta discussões profundas sobre os fatores sociais que influenciam a trajetória de adolescentes em vulnerabilidade no cenário brasileiro, onde muitos são associados à criminalidade antes mesmo de acessarem oportunidades de inclusão social. Este estudo tem como objetivo analisar a influência da estigmatização na construção da delinquência juvenil no Brasil. Para tanto, realizou-se uma revisão bibliográfica fundamentada em produções científicas sobre criminalização da juventude, vulnerabilidade social e a teoria do estigma. A análise do material consultado revelou que a associação direta entre juventude periférica e violência reforça preconceitos e compromete a integração desses adolescentes, evidenciando que a pobreza, a desigualdade e a ausência de oportunidades perpetuam esses estigmas. Conclui-se que a redução da delinquência juvenil perpassa a superação de medidas puramente repressivas, dependendo de investimentos estruturais em educação, assistência social e políticas públicas que assegurem direitos fundamentais e promovam a real inclusão social.
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