Avaliação de produtividade de genótipos de sorgo sacarino em Vilhena - RO
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-364Palavras-chave:
Sorghum bicolor L, sacarino, melhoramento genéticoResumo
Cada vez mais a cultura do sorgo (Sorghum bicolor) (L.) Moench, em seus diversos tipos (granífero, forrageiro, biomassa e sacarino), tem se apresentado como uma espécie de boa adaptação a ambientes extremos de estresses abióticos, especialmente de temperatura do ar e umidade do solo. Esta rusticidade às condições ambientais confere condições de adaptação favoráveis em relação a outras espécies comerciais. Além disso, o sorgo é responsivo às boas práticas agrícolas e de manejo da cultura, e, portanto, passível de inovação tecnológica competitiva para a sua utilização, sendo assim vem tendo um grande destaque no Brasil. Uma das suas vantagens é a época de plantio, que pode ser feita após a colheita de soja, podendo também ser cultivado no sistema de plantio direto. O sorgo sacarino destaca-se por apresentar colmos com caldo semelhante ao da cana-de-açúcar, rico em açúcares fermentescíveis, que pode ser utilizado na produção de etanol na mesma instalação utilizada pela cana. Tratando-se de uma espécie de ciclo rápido (quatro meses), cultura totalmente mecanizável (plantio por sementes, tratos culturais e colheita), alta produtividade de biomassa verde (60 a 80 t.ha-1), com altos rendimentos de etanol (3.000 a 6.000 l.ha-1), sendo que o seu bagaço pode ser utilizado como fonte de energia (vapor para industrialização e cogeração de eletricidade). Podemos observar resultados de 50 a 77 litros de etanol por tonelada de massa verde sacarino. Dadas essas qualidades, a Embrapa busca desenvolver e avaliar novos materiais genéticos de sorgo em programas de melhoramento. Neste sentido conduziu-se o ensaio de sorgo sacarino, semeado no campo experimental da Embrapa Rondônia em Vilhena-RO, na safra 2016/2017. O ensaio foi conduzido em delineamento de blocos ao acaso sendo composto de 25 genótipos, em três repetições; as parcelas eram de 2 linhas de 5 m, espaçadas em 0,82 m, totalizando 8,2 m2. A semeadura foi realizada em 09 de dezembro de 2016 e a colheita em 19 de abril de 2017. Foi avaliado o peso de matéria verde (folhas, panículas e colmos) e realizada análise de variância e comparação entre médias pelo programa Genes. A produção média geral foi de 67.199 kg.ha-1, variando de 82.191 kg.ha-1 a 50.484kg.ha-1.
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