Respostas fisiológicas de cordeiros Santa Inês ao desmame sob influência de variáveis bioclimáticas do semiárido tropical
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-341Palavras-chave:
estresse térmico, frequência respiratória, termografia, ovinoculturaResumo
A interação entre fatores ambientais e fisiológicos é crucial para o bem-estar e a produtividade de ovinos em regiões semiáridas, onde o estresse térmico é um desafio significativo. Este trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos do desmame e das condições ambientais sobre os parâmetros fisiológicos e térmicos de cordeiros da raça Santa Inês, utilizando termografia infravermelha como ferramenta para monitoramento do conforto térmico. O estudo foi conduzido no Colégio Técnico de Bom Jesus da Universidade Federal do Piauí, com sete cordeiros de 45 dias, avaliados quatro dias antes e quatro dias após o desmame, nos turnos da manhã e da tarde. Foram registradas variáveis ambientais, como temperatura ambiente (TA), temperatura de globo negro (TGN), umidade relativa do ar (UR) e temperatura do ponto de orvalho (TPO); calculados índices térmicos, como o Índice de Temperatura e Umidade (ITU) e o Índice de Temperatura de Globo e Umidade (ITGU); mensurados parâmetros fisiológicos, incluindo temperatura retal, frequência respiratória e frequência cardíaca; e obtidas temperaturas superficiais de diferentes regiões corporais. As condições ambientais mostraram maior estresse térmico à tarde, com TA, TGN, ITU e ITGU mais elevados e UR reduzida. Não houve diferença nos índices térmicos entre os períodos antes e após o desmame. Fisiologicamente, houve redução da frequência respiratória e cardíaca após o desmame, sugerindo adaptação, embora ambos os parâmetros tenham se mantido elevados no período da tarde. A temperatura retal permaneceu dentro da normalidade. As temperaturas superficiais aumentaram significativamente à tarde em todas as regiões, exceto no olho, que apresentou redução após o desmame. Conclui-se que os cordeiros foram expostos a estresse térmico no semiárido, sobretudo no período da tarde, mas demonstraram boa adaptação fisiológica. A termografia mostrou-se eficiente no monitoramento do conforto térmico e do bem-estar animal.
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