Toxinas ofídicas: composição molecular, mecanismo de ação e potencial biotecnológico
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-323Palavras-chave:
toxinologia, serpentes peçonhentas, venenos ofídicos, biomoléculas, biotecnologiaResumo
As serpentes peçonhentas produzem venenos compostos por moléculas bioativas capazes de exercer diferentes efeitos fisiológicos em suas presas e em organismos acidentalmente envenenados. Além de sua importância para a saúde pública, essas substâncias têm despertado crescente interesse científico devido ao potencial de aplicação em áreas como farmacologia, biotecnologia e desenvolvimento de novos medicamentos. O presente trabalho teve como objetivo revisar os principais aspectos relacionados à composição dos venenos ofídicos, aos mecanismos de ação de suas toxinas e às suas aplicações biomédicas. Para isso, foi realizada uma revisão narrativa da literatura, utilizando artigos científicos publicados entre 2020 e 2026, obtidos em bases de dados nacionais e internacionais. Os estudos analisados demonstraram que os venenos apresentam elevada diversidade molecular, sendo constituídos principalmente por metaloproteinases, fosfolipases A₂, serinoproteinases e neurotoxinas, responsáveis por alterações hemorrágicas, inflamatórias, neuromusculares e coagulantes. Verificou-se ainda que os avanços nas áreas de proteômica e biologia molecular têm ampliado significativamente o conhecimento sobre essas moléculas, favorecendo tanto o aprimoramento da soroterapia quanto a identificação de compostos com potencial terapêutico. Dessa forma, conclui-se que as toxinas ofídicas representam importantes ferramentas para a compreensão dos mecanismos envolvidos nos envenenamentos e constituem uma fonte promissora de biomoléculas para aplicações médicas e biotecnológicas.
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