Percepções de gestores hoteleiros sobre justiça organizacional e suas relações com comprometimento, turnover e qualidade do serviço
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-365Palavras-chave:
justiça organizacional, hotelaria, liderança ética, comprometimento organizacional, turnoverResumo
Este estudo analisa a percepção de gestores hoteleiros sobre práticas de justiça organizacional e sua relação com o comprometimento organizacional, a intenção de turnover, a liderança ética, a gestão da diversidade e a qualidade das relações com os hóspedes. A pesquisa caracteriza-se como aplicada, exploratória e descritiva, com abordagem qualitativa, realizada com quatro meios de hospedagem de Foz do Iguaçu, Paraná, em maio de 2026. A coleta de dados ocorreu por meio de questionário estruturado, organizado em quatro blocos temáticos e composto por 18 afirmações em escala Likert de cinco pontos. Na percepção dos gestores participantes, os resultados indicam que percepções positivas de justiça interpessoal, comunicação transparente e liderança ética foram associadas pelos gestores a maiores níveis de comprometimento e cooperação das equipes. Em contrapartida, fragilidades crônicas observadas na distribuição de recursos, no reconhecimento profissional e na clareza de critérios de promoção evidenciam lacunas nas dimensões distributiva e procedimental, o que pode ampliar a insegurança quanto à permanência na organização. Conclui-se que a justiça organizacional constitui um elemento estratégico e multifatorial para a gestão de pessoas na hotelaria, exercendo influência direta sobre o clima interno e, consequentemente, sobre a qualidade do serviço percebida pelo hóspede, influenciando o clima organizacional e podendo repercutir na qualidade dos serviços prestados.
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