Evolução clínico-fotográfica de esporotricose felina tratada com fotobiomodulação adjuvante em Castanhal, Amazônia brasileira: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-328Palavras-chave:
Sporothrix spp., esporotricose felina, fotobiomodulação, laserterapia, Amazônia, Saúde ÚnicaResumo
A esporotricose felina é uma zoonose em expansão no Brasil, com importância crescente em áreas urbanas, periurbanas e rurais. Este trabalho relata a evolução clínico-fotográfica de uma felina, sem raça definida, 1 ano e 5 meses de idade, atendida em domicílio no município de Castanhal, Pará, região Norte do Brasil, com lesões cutâneas ulceradas compatíveis com esporotricose. O diagnóstico foi sustentado pela citopatologia por imprint, com visualização de estruturas leveduriformes compatíveis com Sporothrix spp., e confirmado pelo Centro de Controle de Zoonoses municipal. O protocolo terapêutico incluiu itraconazol, iodeto de potássio, suporte hepatoprotetor, medicações de suporte e fotobiomodulação adjuvante com equipamento classe IIIb (GenesisMax). Foram realizadas cinco sessões entre 13 e 24 de abril de 2026, com registro fotográfico seriado da evolução das lesões. Observou-se redução progressiva do exsudato, regressão das crostas, reepitelização e fechamento completo das lesões relatado em 11 de maio de 2026, mantendo-se o tratamento antifúngico até 15 de junho. Embora o delineamento do relato não permita atribuir isoladamente o desfecho à fotobiomodulação, a sequência clínica e fotográfica sugere que a técnica pode ter contribuído como recurso adjuvante no controle local da inflamação, conforto clínico e reparação tecidual. O caso também reforça a importância do atendimento veterinário de campo e da integração com a vigilância municipal no manejo de zoonoses em áreas amazônicas.
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