Aplicabilidade da relação proteína: creatinina urinária como biomarcador de comprometimento renal em cães com leishmaniose visceral
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-297Palavras-chave:
glomerulonefrite, imunocomplexos, Leishmania infantum, proteinúria, urináliseResumo
Considerando que a leishmaniose visceral canina (LCV) constitui uma enfermidade sistêmica de elevada relevância clínica e epidemiológica, associada frequentemente a alterações renais de caráter progressivo e prognóstico desfavorável, torna-se necessária a análise de métodos laboratoriais capazes de auxiliar na identificação precoce da injúria renal. Objetivou-se, neste estudo, analisar criticamente a aplicabilidade da relação proteína:creatinina urinária como biomarcador de comprometimento renal em cães com leishmaniose visceral. Para tanto, realizou-se uma revisão crítica da literatura, contemplando estudos sobre a fisiopatogenia da lesão renal mediada por imunocomplexos, a ocorrência de proteinúria, o uso da relação proteína:creatinina urinária na avaliação renal e sua comparação com biomarcadores emergentes. Desse modo, observou-se que esse parâmetro apresenta relevância clínica por permitir a quantificação da perda proteica urinária, contribuindo para a detecção de alterações renais antes da elevação de marcadores séricos tradicionais, como ureia e creatinina. Entretanto, sua interpretação exige associação com urinálise, sedimento urinário, pressão arterial, avaliação clínica e demais marcadores laboratoriais. Concluiu-se que a relação proteína:creatinina urinária constitui ferramenta útil para triagem, estadiamento e monitoramento renal, desde que empregada de forma integrada e crítica na rotina clínica veterinária.
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