Relação entre hipertensão arterial sistêmica e transtornos de ansiedade
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-285Palavras-chave:
hipertensão arterial, transtornos de ansiedade, comorbidade, variabilidade pressórica, sistema nervoso autônomoResumo
Introdução: A coexistência de hipertensão arterial sistêmica (HAS) e transtornos de ansiedade é frequente e clinicamente relevante, com evidências crescentes de associação bidirecional mediada por mecanismos neurobiológicos compartilhados. Objetivo: Investigar a relação epidemiológica entre HAS e transtornos de ansiedade, os mecanismos fisiopatológicos envolvidos e as implicações para o manejo clínico. Métodos: Revisão sistemática nas bases MEDLINE, EMBASE, PsycINFO, LILACS e Cochrane Library, incluindo estudos epidemiológicos observacionais e ECRs, sem restrição de idioma. Resultados: Pacientes com transtornos de ansiedade apresentaram prevalência 1,3 a 2,1 vezes maior de HAS em comparação com controles sem ansiedade. A ansiedade associou-se a pior controle pressórico (PA sistólica média +8,3 mmHg; IC95%: 5,9-10,7) e maior variabilidade pressórica. O tratamento da ansiedade, especialmente com TCC e ISRS, associou-se à redução modesta, porém significativa, da pressão arterial. Conclusão: Existe associação epidemiológica robusta entre HAS e transtornos de ansiedade, com implicações diagnósticas e terapêuticas para o manejo integrado dessas condições.
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