Evolução clínica e desfecho do hipoadrenocorticismo canino após diagnóstico tardio: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-313Palavras-chave:
endocrinologia veterinária, adrenal, cães, doença de Addison, hipercalemia, endocrinopatiaResumo
O hipoadrenocorticismo canino, também denominado Doença de Addison, é uma endocrinopatia caracterizada pela deficiência de glicocorticoides e/ou mineralocorticoides produzidos pelo córtex adrenal. Embora considerada uma enfermidade incomum, apresenta elevada relevância clínica devido à diversidade e inespecificidade dos sinais clínicos, que frequentemente resultam em atrasos diagnósticos. O presente trabalho relata o caso de uma cadela sem raça definida (SRD), fêmea, castrada, com cinco anos de idade e 13,5 kg, atendida em um hospital veterinário particular no município de Feira de Santana, Bahia. O animal apresentava episódios recorrentes de apatia, anorexia, tremores, hipotensão, hipotermia, acidose metabólica, hipercalemia, hiponatremia, anemia e azotemia, inicialmente interpretados como possíveis enfermidades hematológicas, infecciosas ou renais. Durante a investigação diagnóstica foram realizados hemograma, perfil bioquímico sérico (ureia, creatinina, ALT, fosfatase alcalina (FA), proteína totais e frações e glicose), eletrólitos, urinálise, ultrassonografia abdominal e hemogasometria venosa. Os achados laboratoriais evidenciaram anemia normocítica normocrômica não regenerativa, hipercalemia persistente, hiponatremia e azotemia importante, enquanto a ultrassonografia revelou redução das dimensões da glândula adrenal esquerda. O diagnóstico foi estabelecido com base na associação entre sinais clínicos, alterações laboratoriais compatíveis, achados ultrassonográficos e resposta clínica ao tratamento com glicocorticoides e mineralocorticoides. O caso reforça a importância da inclusão do hipoadrenocorticismo nos diagnósticos diferenciais de cães com sinais inespecíficos associados a distúrbios eletrolíticos e hemodinâmicos.
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