Curativo biológico (pele de tilápia) na cicatrização de feridas em pequenos animais
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-300Palavras-chave:
pele de peixe, colágeno, medicina regenerativaResumo
O presente estudo aborda a utilização da pele de tilápia (Oreochromis niloticus) como curativo biológico no tratamento de feridas em pequenos animais, destacando sua aplicação na medicina regenerativa veterinária. As feridas cutâneas representam um desafio recorrente na clínica veterinária devido aos fatores que comprometem a cicatrização e favorecem infecções secundárias (Silva, 2018). Nesse contexto, a pele de tilápia surge como alternativa terapêutica eficaz e acessível, apresentando composição biomolecular semelhante à pele de mamíferos, especialmente pela elevada concentração de colágeno tipo I, que favorece a regeneração tecidual (Lima Júnior, 2017). Além disso, possui propriedades analgésicas e bactericidas, contribuindo para o controle da dor e das infecções (Ibrahim et al., 2020). Sua matriz extracelular contém proteoglicanos e fatores de crescimento que estimulam angiogênese e reepitelização (Baldursson et al., 2015). Outro aspecto relevante é sua origem como subproduto da indústria pesqueira, garantindo baixo custo, ampla disponibilidade e ausência de restrições éticas (Lima Júnior et al., 2019). O uso desse biomaterial também reduz a necessidade de trocas frequentes de curativo, diminuindo o estresse animal e favorecendo a recuperação clínica (Luze et al., 2022). Entretanto, sua utilização requer protocolos rigorosos de esterilização para evitar contaminações microbiológicas, sendo empregados métodos como clorexidina e nanopartículas de prata, esta última mais eficiente na preservação do colágeno (Lima Júnior et al., 2016; Ibrahim et al., 2020). Dessa forma, conclui-se que a pele de tilápia representa uma alternativa promissora, eficiente e economicamente viável para o tratamento de feridas em pequenos animais, contribuindo significativamente para os avanços da medicina regenerativa veterinária.
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