Protocolo de plastinação aplicado às peças anatômicas veterinárias
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-276Palavras-chave:
anatomia veterinária, conservação anatômica, plastinaçãoResumo
A técnica de plastinação consiste na substituição dos fluidos teciduais por polímeros curáveis, resultando em peças secas, inodoras e duráveis, adequadas para o ensino anatômico. Este estudo teve como objetivo avaliar sua aplicação em dois corações de cães, utilizando álcool etílico combustível como alternativa parcial à acetona nos banhos de desidratação, visando reduzir custos e manter a qualidade anatômica das peças. As amostras, com pesos de 146 g e 180 g, foram submetidas às etapas clássicas da plastinação: fixação em formol, desidratação gradativa em álcool, desengorduramento em acetona, impregnação sob vácuo com silicone nacional (Polisil®) e cura em câmara hermética por 10 dias. O processo foi monitorado quanto à retração tecidual, preservação da coloração, ausência de odor e integridade morfológica. As peças apresentaram excelente definição anatômica, coloração estável e resistência ao manuseio, demonstrando adequação para atividades práticas e exposições didáticas. A substituição parcial da acetona mostrou-se eficaz, garantindo viabilidade econômica e menor exposição a solventes tóxicos. Os resultados confirmam o potencial da plastinação como método alternativo, seguro e sustentável de preservação, contribuindo para o aprimoramento do ensino e da pesquisa em anatomia veterinária.
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