Mobilidade elétrica no Brasil – desafios, oportunidades e estruturação do setor
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-223Palavras-chave:
eletromobilidade, verticalização industrial, infraestrutura de recargaResumo
Este artigo analisa os principais desafios da eletrificação automotiva no Brasil, argumentando que a transição energética deve ser compreendida não apenas como uma pauta ambiental, mas também como uma estratégia de desenvolvimento industrial, tecnológico e econômico. O estudo identifica três obstáculos centrais para a consolidação da mobilidade elétrica no país: a dependência tecnológica externa, a elevada carga tributária associada à insegurança regulatória e a insuficiência da infraestrutura de recarga. Além disso, discute criticamente a adoção do modelo híbrido-flex, apontando que sua expansão pode retardar a transição para veículos totalmente elétricos (Battery Electric Vehicles – BEVs). Como alternativas, o trabalho propõe a ampliação da rede de carregadores rápidos em corredores logísticos estratégicos, a reformulação do programa ROTA 2030, o fortalecimento da verticalização industrial por meio da produção nacional de baterias e semicondutores de carbeto de silício (SIC), bem como a implementação de parcerias público-privadas (PPPs) voltadas ao financiamento da infraestrutura de recarga e da eletrificação do transporte público. Conclui-se que o Brasil necessita converter suas vantagens ambientais e disponibilidade de recursos minerais em capacidade tecnológica e industrial, de modo a evitar a permanência em uma posição periférica, restrita à exportação de matérias-primas e à importação de tecnologias de alto valor agregado.
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