Efeitos de plantas neurotóxicas em pequenos animais: uma revisão de literatura
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-212Palavras-chave:
plantas tóxicas, neurotoxicidade, intoxicação vegetal, cães, gatos, toxicologia veterináriaResumo
A intoxicação por plantas representa uma importante causa de envenenamento em cães e gatos, especialmente devido à presença de espécies ornamentais potencialmente tóxicas em ambientes domésticos e urbanos. Diversas plantas contêm metabólitos secundários com ação neurotóxica capazes de interferir no funcionamento do sistema nervoso central e periférico, resultando em manifestações clínicas de gravidade variável. Entre as espécies vegetais mais frequentemente associadas à toxidez neurológica em pequenos animais destacam-se Brunfelsia spp., Cycas revoluta, Datura stramonium e Ricinus communis, cujos princípios tóxicos incluem alcaloides, glicosídeos e proteínas citotóxicas capazes de provocar tremores, convulsões, ataxia e alterações comportamentais. O diagnóstico dessas intoxicações pode ser desafiador na prática clínica veterinária, uma vez que os sinais neurológicos frequentemente se assemelham aos observados em outras enfermidades. Dessa forma, o conhecimento sobre as principais plantas neurotóxicas, seus mecanismos de ação e manifestações clínicas torna-se essencial para o diagnóstico precoce e para a instituição de medidas terapêuticas adequadas. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo revisar a literatura científica recente sobre plantas com potencial neurotóxico em cães e gatos, abordando suas principais espécies, princípios tóxicos, manifestações clínicas e aspectos relacionados ao diagnóstico e manejo clínico dessas intoxicações na medicina veterinária.
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