Aplicação de técnicas moleculares e imunodiagnósticas no diagnóstico da raiva em animais: revisão narrativa de literatura
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-208Palavras-chave:
raiva, diagnóstico molecular, imunodiagnóstico, RT-qPCR, vigilância epidemiológicaResumo
A raiva é uma zoonose viral de elevada letalidade e relevância para a saúde pública e animal, acometendo mamíferos domésticos, silvestres e seres humanos. Embora seja uma enfermidade prevenível por vacinação, sua persistência em diferentes regiões reforça a necessidade de métodos diagnósticos rápidos, sensíveis e aplicáveis à vigilância epidemiológica. Este estudo teve como objetivo analisar a aplicação de técnicas moleculares e imunodiagnósticas no diagnóstico da raiva em animais, destacando seus avanços, limitações e contribuição para o controle da doença. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de natureza qualitativa e descritiva, realizada a partir de publicações científicas, dissertações, teses e documentos técnicos disponíveis em bases como PubMed, Scopus, Web of Science, SciELO, Biblioteca Virtual em Saúde, Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações e Repositório Institucional da UNESP. Foram analisadas técnicas clássicas e modernas, incluindo imunofluorescência direta, inoculação viral em camundongos, isolamento viral em cultivo celular, ELISA, teste rápido imunohistoquímico direto, testes imunocromatográficos, PCR convencional, RT-qPCR, nested-PCR e LAMP. Os achados demonstram que a imunofluorescência direta permanece como método de referência, enquanto as técnicas moleculares, especialmente a RT-qPCR, ampliam a sensibilidade, a rapidez e a capacidade de detecção viral em diferentes condições de amostra. Métodos como dRIT e testes rápidos também se apresentam como alternativas promissoras para contextos com infraestrutura limitada. Conclui-se que a integração entre métodos imunológicos, moleculares e de isolamento viral pode fortalecer o diagnóstico laboratorial da raiva, ampliar a vigilância epidemiológica e contribuir para estratégias mais efetivas de prevenção e controle.
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