Impactos neurocognitivos da COVID longa em população amazônica: interfaces entre saúde pública, vulnerabilidade territorial e condições ambientais em Tucuruí, Pará
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-189Palavras-chave:
COVID longa, determinantes socioambientais, neurologia, Amazônia brasileira, epidemiologiaResumo
A COVID-19, provocada pelo SARS-CoV-2, configurou-se como um dos maiores desafios sanitários contemporâneos, desencadeando profundas transformações nos perfis de morbidade, mortalidade e organização dos sistemas de saúde. Objetivo: Analisar a ocorrência e o impacto funcional de alterações cognitivas e neurológicas persistentes em indivíduos com histórico de COVID longa na Amazônia brasileira. Métodos: Estudo epidemiológico transversal descritivo com abordagem quantitativa, baseado na análise retrospectiva de dados secundários provenientes de questionário estruturado aplicado a indivíduos com infecção confirmada por SARS-CoV-2 e persistência de sintomas por período superior a 12 semanas. Resultados: Inicialmente foram avaliados 100 registros, dos quais 80 atenderam aos critérios de inclusão. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva, com cálculo de frequências absolutas e relativas. Observou-se predominância do sexo feminino (57,5%) e maior concentração na faixa etária de 18 a 29 anos (51,30%). As manifestações mais frequentes relatadas foram cefaleia (30,00%), anosmia (21,25%), fadiga (17,50%) e ageusia (12,50%), além de queixas cognitivas com comprometimento de memória e déficits de atenção. Os impactos funcionais incluíram redução do desempenho no trabalho (22,50%), diminuição da qualidade de vida (17,50%) e limitações nas atividades de vida diária (11,25%). Comorbidades pós-infecção foram identificadas em (22,50%) dos registros, com destaque para transtorno de ansiedade (11,25%). Conclusão: A COVID longa está associada a comprometimentos neurocognitivos e funcionais significativos mesmo em adultos jovens, representando um desafio emergente para os sistemas de saúde, especialmente em regiões com recursos limitados.
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