Assistência de enfermagem à saúde da mulher privada de liberdade no Brasil: desafios e perspectivas para o cuidado integral

Autores

  • Amanda Naiara Albino Amancio

DOI:

https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-160

Palavras-chave:

enfermagem, saúde da mulher, sistema prisional, vulnerabilidade em saúde, integralidade do cuidado

Resumo

A assistência à saúde da mulher privada de liberdade no Brasil insere-se em um contexto de múltiplas vulnerabilidades, marcado por desigualdades sociais, de gênero e estruturais que impactam diretamente o processo saúde-doença dessa população. O presente estudo tem como objetivo analisar a atuação da enfermagem na assistência à saúde de mulheres em situação de cárcere, com ênfase nos desafios estruturais e nas possibilidades de efetivação do cuidado integral. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, fundamentada em estudos nacionais disponíveis nas bases SciELO, LILACS e Google Acadêmico. Os achados evidenciam que, embora existam diretrizes normativas voltadas à garantia do direito à saúde no sistema prisional, persistem fragilidades na sua implementação, especialmente no que se refere à precariedade estrutural, à fragmentação da assistência e à insuficiência de recursos humanos. Observa-se que a enfermagem desempenha papel estratégico na promoção, prevenção e cuidado em saúde, configurando-se como elemento central na organização da assistência. Contudo, sua atuação é atravessada por limitações institucionais que comprometem a integralidade do cuidado. Conclui-se que a efetivação de uma assistência qualificada requer o fortalecimento das políticas públicas, a reestruturação dos serviços de saúde no sistema prisional e a valorização da prática profissional da enfermagem, com vistas à promoção de um cuidado mais equânime, humanizado e resolutivo.

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Publicado

2026-05-20

Como Citar

Amancio, A. N. A. (2026). Assistência de enfermagem à saúde da mulher privada de liberdade no Brasil: desafios e perspectivas para o cuidado integral. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, 9(2), e87229. https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-160

Edição

Seção

Artigos originais