Avaliação da atividade citotóxica de Carpotroche brasiliensis utilizando os bioensaios de Artemia salina e Allium cepa
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-169Palavras-chave:
Achariaceae, ácido graxo, bioativo, toxicidade, fitoterápicoResumo
Carpotroche brasiliensis, conhecida como “fruto-de-cotia”, possui um fruto utilizado na alimentação da cotia em áreas nativas, é utilizada para fins medicinais por comunidades locais e apresenta escassez de estudos sobre sua segurança. Assim, o presente estudo teve como objetivo avaliar sua atividade citotóxica e mutagênica. Para tanto, procedeu-se à aplicação de bioensaios de toxicidade em Artemia salina e teste de micronúcleo em Allium cepa, utilizando óleo extraído das sementes pelo método Soxhlet. Observou-se que o óleo de sementes secas em estufa apresentou mortalidade em A. salina de 71,7; 63,3; 51,7; 41,7 e 36,7% nas concentrações de 1000, 500, 250, 125 e 62,5 µg/mL, respectivamente, com CL₅₀ de 355,98 µg/mL e CL₉₀ de 1493,45 µg/mL. O óleo de sementes secas naturalmente apresentou maior toxicidade, com mortalidade de 100; 96,7; 98,3; 83,3 e 90%, além de CL₉₀ de 161,8 µg/mL. No ensaio com A. cepa, verificou-se ação mutagênica, com interferência no crescimento radicular, alterações mitóticas e formação de micronúcleos, sendo o efeito da concentração de 1000 µg/mL semelhante ao controle positivo. O que permite concluir que o óleo apresenta potencial citotóxico e mutagênico, não sendo recomendado para uso interno, embora seu uso externo, especialmente no controle de ectoparasitas, e seu potencial antiparasitário e inseticida mereçam investigação futura.
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