Dioctophyme renale em cão: relato de caso com nefrectomia total
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-151Palavras-chave:
dioctofimose, Dioctophyme renale, cães, rim, ultrassonografia, nefrectomiaResumo
A dioctofimose é uma parasitose de distribuição mundial causada pelo nematódeo Dioctophyme renale, caracterizada por evolução frequentemente silenciosa e elevado potencial de destruição do parênquima renal. Em cães, principais hospedeiros definitivos, a infecção pode permanecer assintomática por longos períodos, especialmente quando unilateral, devido à compensação funcional do rim contralateral. Quando presentes, os sinais clínicos, como hematúria, disúria e polaquiúria, são inespecíficos e frequentemente confundidos com afecções urinárias mais comuns, favorecendo o diagnóstico tardio. O ciclo biológico é heteroxênico e está diretamente relacionado a ambientes aquáticos, envolvendo hospedeiros intermediários e paratênicos. O diagnóstico pode ser realizado por meio de exames laboratoriais, embora a ultrassonografia abdominal se destaque como método de eleição por permitir a identificação precoce de alterações compatíveis com a presença do parasito. Não há tratamento medicamentoso eficaz para formas adultas, sendo a intervenção cirúrgica a principal abordagem terapêutica. Relata-se o caso de uma cadela com histórico de sinais urinários recorrentes, inicialmente tratados como cistite, cujo diagnóstico definitivo de dioctofimose foi estabelecido por ultrassonografia, evidenciando destruição total do rim direito. A paciente foi submetida à nefrectomia, com evolução clínica satisfatória. Conclui-se que a dioctofimose deve ser incluída no diagnóstico diferencial de alterações urinárias persistentes, especialmente em animais com acesso a corpos d’água, sendo o diagnóstico precoce fundamental para melhor prognóstico.
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