Avaliação microbiólogica de folhas de maracujá (Passiflora sp.) utilizadas para confecção de chás comercializadas no município de Cascavel – PR
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-164Palavras-chave:
drogas vegetais, controle microbiológico, qualidade, segurançaResumo
O chá de maracujá, feito através da infusão das folhas, apresenta importantes propriedades, podendo ser utilizado no tratamento da hipertensão arterial, ansiedade, mialgias e insônia. Por se tratar de uma droga de origem natural, está suscetível a contaminação microbiana, sendo necessária a realização do controle microbiológico. O objetivo do trabalho foi determinar a qualidade microbiológica de 20 amostras de folhas de maracujá obtidas no comércio de Cascavel no período de setembro de 2023 a agosto de 2024. As amostras foram coletadas em celeiros e transportadas para o laboratório de Microbiologia da Unioeste, para realização da Contagem de bactérias heterotróficas, de bolores e leveduras, Coliformes totais e termotolerantes, e pesquisa de Pseudomonas aeruginosa, Salmonella sp., Staphylococcus aureus e Escherichia coli de acordo com a Farmacopeia Brasileira. Os resultados mostraram que apenas uma amostra teve uma contagem significativa de Coliformes totais, superior a 2,4x103 NMP/g. Em relação a bolores e leveduras, uma amostra ultrapassou o limite preconizado pela Farmacopeia Brasileira. Todas as amostras de contagem total de bactérias estavam dentro dos padrões. Sobre a presença de patógenos, Pseudomonas aeruginosa e Escherichia coli foram encontrados em duas amostras cada, Staphylococcus aureus em nove amostras e Salmonella spp. ausente em todas as amostras. A Farmacopeia Brasileira estipula a ausência de E. coli e Salmonella, mas não há especificação para S. aureus e Pseudomonas. Assim, três amostras estavam inadequadas para consumo, destacando a necessidade de controle rigoroso para assegurar a segurança dos produtos para confecção de chás.
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