Avaliação de preparações extemporâneas de benznidazol: uniformidade e teor no tratamento da doença de chagas em pediatria
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-133Palavras-chave:
doença de Chagas, benznidazol, preparações extemporâneas, pediatria, farmacotécnica, segurança do pacienteResumo
O tratamento da doença de Chagas em pacientes pediátricos enfrenta desafios significativos devido à inexistência de formas farmacêuticas adequadas para crianças, limitando-se ao uso de comprimidos de 100 mg voltados para adultos. Este estudo teve como objetivo avaliar a variabilidade do teor de benznidazol em diferentes preparações "extemporâneas" (adaptações caseiras ou hospitalares) utilizadas na América Latina. Foram analisadas dez amostras de quatro modalidades de preparo: fracionamento em 1/4 e 1/8 de comprimido; ressuspensão de comprimidos inteiros em água; comprimidos triturados e ressuspendidos em água; e comprimidos triturados acondicionados em envelopes. A análise quantitativa foi realizada por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE). Os resultados demonstraram que a técnica de triturar os comprimidos, suspendê-los em água e administrar via seringa apresentou menor variação e maior uniformidade entre as dosagens. Por outro lado, a dissolução de comprimidos inteiros e o fracionamento manual em 1/8 exibiram grande variabilidade, com risco elevado de sub ou sobredosagem. O estudo conclui que a atual precariedade nas formulações acarreta riscos à segurança e eficácia terapêutica, reforçando a necessidade urgente do desenvolvimento de uma formulação pediátrica padronizada de benznidazol.
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